UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2022
Durante o atendimento à parada cardiorrespiratória, o acesso venoso profundo está contraindicado. A explicação que fundamenta tal recomendação é:
PCR: Acesso venoso profundo contraindicado devido à interrupção das compressões torácicas e piora do prognóstico neurológico.
Durante a PCR, a prioridade máxima é a manutenção de compressões torácicas de alta qualidade e minimização de interrupções. Procedimentos que demandam tempo e pausam as compressões, como a obtenção de acesso venoso central, devem ser evitados se houver alternativas mais rápidas e seguras, como o acesso intraósseo ou venoso periférico.
A parada cardiorrespiratória (PCR) é uma emergência médica que exige intervenção imediata e coordenada. A qualidade da ressuscitação cardiopulmonar (RCP), especialmente as compressões torácicas, é o fator mais crítico para o prognóstico do paciente. A interrupção das compressões, mesmo que por curtos períodos, compromete a perfusão de órgãos vitais, como cérebro e coração, impactando diretamente a sobrevida e a recuperação neurológica. A obtenção de acesso venoso é fundamental para a administração de medicamentos durante a PCR. No entanto, a escolha do tipo de acesso deve considerar a minimização das interrupções das compressões. O acesso venoso periférico, se possível, é o preferencial. Caso contrário, o acesso intraósseo (IO) é a via de escolha, pois pode ser estabelecido rapidamente e com mínima interrupção da RCP, sendo eficaz para a administração de fluidos e fármacos. O acesso venoso profundo (central), embora importante em outras situações clínicas, é contraindicado durante a PCR devido à dificuldade técnica, ao tempo necessário para sua realização e, principalmente, ao risco elevado de interrupção prolongada das compressões torácicas. Priorizar a manutenção da RCP contínua e de alta qualidade é essencial para otimizar as chances de retorno à circulação espontânea e um bom prognóstico neurológico.
A principal prioridade é a realização de compressões torácicas de alta qualidade e a minimização de interrupções, visando manter a perfusão cerebral e miocárdica.
Acessos venosos periféricos calibrosos são preferíveis. Se não for possível, o acesso intraósseo é a alternativa recomendada, pois é rápido e não exige interrupção das compressões.
Interrupções prolongadas nas compressões torácicas reduzem significativamente a perfusão coronariana e cerebral, levando a uma piora do prognóstico neurológico e da chance de retorno à circulação espontânea.
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