UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
Mulher de 55 anos refere dor torácica intensa e dispneia súbita há 1 hora. Evolui com parada cardiorrespiratória em ritmo apresentado na imagem: A ordem correta de atendimento, após chamar ajuda, é:
Ritmo chocável (FV/TVSP) → Choque → RCP → Choque → RCP + Epinefrina.
No algoritmo de ritmos chocáveis do ACLS, a prioridade absoluta é a desfibrilação precoce. A epinefrina deve ser administrada apenas após o segundo choque falho.
O manejo da parada cardiorrespiratória (PCR) em ritmos chocáveis é um pilar fundamental da medicina de emergência. A evidência demonstra que a desfibrilação precoce é o fator que mais impacta a sobrevida. O ciclo de 2 minutos de RCP de alta qualidade entre os choques é essencial para manter a perfusão cerebral e miocárdica. A administração de epinefrina visa aumentar a RVS e a pressão diastólica aórtica, otimizando a perfusão coronariana para que o próximo choque tenha maior chance de sucesso.
No algoritmo de ritmos chocáveis (FV/TVSP), a primeira droga a ser administrada é a epinefrina (1mg), que deve ser feita após o segundo choque, durante o ciclo de RCP. Se a arritmia persistir após o terceiro choque, deve-se administrar um antiarrítmico, sendo a amiodarona (300mg na primeira dose) ou lidocaína as opções preferenciais. A sequência prioriza a desfibrilação, pois cada minuto de atraso reduz drasticamente a chance de retorno à circulação espontânea.
A desfibrilação é o único tratamento definitivo para reverter a fibrilação ventricular ou a taquicardia ventricular sem pulso. O choque despolariza o miocárdio simultaneamente, permitindo que o marcapasso natural do coração retome o ritmo. As drogas como a epinefrina agem melhorando a pressão de perfusão coronariana durante as compressões, mas não revertem o ritmo em si, por isso são secundárias ao choque no início do atendimento.
A via aérea avançada (como a intubação orotraqueal) pode ser considerada em qualquer momento da PCR, mas não deve retardar o início das compressões ou a desfibrilação precoce. Em ritmos chocáveis, o foco inicial é o choque. Se o paciente não retornar após os ciclos iniciais ou se houver dificuldade na ventilação com bolsa-valva-máscara, a intubação é realizada, permitindo compressões contínuas sem pausas para ventilação.
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