PMC - Prefeitura Municipal de Curitiba / SMS (PR) — Prova 2021
Em relação a parada cardiopulmonar (PCR) em crianças é INCORRETO afirmar:
PCR pediátrica: etiologia primária respiratória/choque, não cardíaca; ritmo mais comum é assistolia/bradicardia.
Diferente dos adultos, a PCR em crianças é mais frequentemente secundária a causas respiratórias ou choque hipovolêmico/séptico, resultando em hipóxia e bradicardia progressiva. O ritmo inicial mais comum é a assistolia ou bradicardia grave, e não a fibrilação ventricular.
A Parada Cardiopulmonar (PCR) em crianças é um evento devastador, com epidemiologia e fisiopatologia distintas daquelas observadas em adultos. Enquanto a PCR em adultos é frequentemente de origem cardíaca primária e se manifesta com ritmos chocáveis como a fibrilação ventricular, na pediatria, a PCR é mais comumente secundária a falência respiratória ou choque, levando a hipóxia e bradicardia progressiva. O reconhecimento precoce e a intervenção rápida são cruciais, dada a baixa sobrevida e o alto risco de sequelas neurológicas. O diagnóstico da PCR pediátrica é feito pela presença de inconsciência, ausência de pulsos em grandes artérias e apneia ou respiração agônica. É fundamental diferenciar a PCR da bradicardia grave com hipoperfusão, onde a frequência cardíaca é inferior a 60 bpm, mas ainda há pulso palpável, e que também demanda intervenção imediata com RCP. A prioridade no manejo da PCR pediátrica é a ventilação e oxigenação adequadas, seguidas das compressões torácicas de alta qualidade. No Suporte Avançado de Vida Pediátrico (PALS), as manobras são realizadas de forma simultânea, com compressões torácicas iniciadas imediatamente por um membro da equipe enquanto outro prepara a ventilação. A desfibrilação é menos comum em pediatria, devido à baixa incidência de ritmos chocáveis. O prognóstico da PCR pediátrica pré-hospitalar é desfavorável, com sobrevida em torno de 6-8%, e a maioria dos sobreviventes evolui com algum grau de dano cerebral, ressaltando a importância da prevenção e do treinamento contínuo das equipes de saúde.
Em crianças, a PCR é predominantemente secundária a causas respiratórias (asfixia, hipóxia) ou choque (hipovolêmico, séptico), enquanto em adultos é mais frequentemente de origem cardíaca primária.
O ritmo cardíaco mais comum na PCR pediátrica é a assistolia ou a bradicardia grave que evolui para assistolia, diferentemente da fibrilação ventricular, que é mais prevalente em adultos.
A RCP é indicada em crianças com bradicardia (frequência cardíaca abaixo de 60 bpm) que apresentam sinais de hipoperfusão, como inconsciência, pulsos débeis e respiração agônica, mesmo que ainda haja pulso palpável.
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