PCR Pediátrica: Etiologia, Ritmos e Manejo Essencial

PMC - Prefeitura Municipal de Curitiba / SMS (PR) — Prova 2021

Enunciado

Em relação a parada cardiopulmonar (PCR) em crianças é INCORRETO afirmar:

Alternativas

  1. A) O diagnóstico da PCR é feito com a presença de inconsciência, ausência de pulsos em grandes artérias e apneia ou respiração agônica (gasping).
  2. B) A epidemiologia da PCR da criança é igual daquela do adulto, na qual, na maioria das vezes, é um evento súbito de origem cardíaca primária com predomínio do ritmo em FV.
  3. C) A RCP no paciente pediátrico também está indicada na bradicardia com hipoperfusão, ou seja, pulso central palpável em uma FC abaixo de 60 bpm, com inconsciência e apneia ou respiração agônica.
  4. D) A PCR pediátrica pré-hospitalar apresenta sobrevida muito baixa, ao redor de 6 a 8%, correspondendo a 4% em lactentes, 10% em crianças e 13% em adolescentes. A maioria desses sobreviventes evolui com dano cerebral grave.
  5. E) No Suporte Avançado, as manobras e intervenções não são realizadas de forma sequenciais, como descritas no SBV, mas simultaneamente. Ao se deparar com uma PCR, a compressão torácica deve ser imediatamente iniciada por um membro da equipe, enquanto outro se prepara para iniciar a ventilação.

Pérola Clínica

PCR pediátrica: etiologia primária respiratória/choque, não cardíaca; ritmo mais comum é assistolia/bradicardia.

Resumo-Chave

Diferente dos adultos, a PCR em crianças é mais frequentemente secundária a causas respiratórias ou choque hipovolêmico/séptico, resultando em hipóxia e bradicardia progressiva. O ritmo inicial mais comum é a assistolia ou bradicardia grave, e não a fibrilação ventricular.

Contexto Educacional

A Parada Cardiopulmonar (PCR) em crianças é um evento devastador, com epidemiologia e fisiopatologia distintas daquelas observadas em adultos. Enquanto a PCR em adultos é frequentemente de origem cardíaca primária e se manifesta com ritmos chocáveis como a fibrilação ventricular, na pediatria, a PCR é mais comumente secundária a falência respiratória ou choque, levando a hipóxia e bradicardia progressiva. O reconhecimento precoce e a intervenção rápida são cruciais, dada a baixa sobrevida e o alto risco de sequelas neurológicas. O diagnóstico da PCR pediátrica é feito pela presença de inconsciência, ausência de pulsos em grandes artérias e apneia ou respiração agônica. É fundamental diferenciar a PCR da bradicardia grave com hipoperfusão, onde a frequência cardíaca é inferior a 60 bpm, mas ainda há pulso palpável, e que também demanda intervenção imediata com RCP. A prioridade no manejo da PCR pediátrica é a ventilação e oxigenação adequadas, seguidas das compressões torácicas de alta qualidade. No Suporte Avançado de Vida Pediátrico (PALS), as manobras são realizadas de forma simultânea, com compressões torácicas iniciadas imediatamente por um membro da equipe enquanto outro prepara a ventilação. A desfibrilação é menos comum em pediatria, devido à baixa incidência de ritmos chocáveis. O prognóstico da PCR pediátrica pré-hospitalar é desfavorável, com sobrevida em torno de 6-8%, e a maioria dos sobreviventes evolui com algum grau de dano cerebral, ressaltando a importância da prevenção e do treinamento contínuo das equipes de saúde.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais diferenças na etiologia da PCR entre crianças e adultos?

Em crianças, a PCR é predominantemente secundária a causas respiratórias (asfixia, hipóxia) ou choque (hipovolêmico, séptico), enquanto em adultos é mais frequentemente de origem cardíaca primária.

Qual o ritmo cardíaco mais comum na PCR pediátrica?

O ritmo cardíaco mais comum na PCR pediátrica é a assistolia ou a bradicardia grave que evolui para assistolia, diferentemente da fibrilação ventricular, que é mais prevalente em adultos.

Quando a bradicardia com hipoperfusão em crianças indica a necessidade de RCP?

A RCP é indicada em crianças com bradicardia (frequência cardíaca abaixo de 60 bpm) que apresentam sinais de hipoperfusão, como inconsciência, pulsos débeis e respiração agônica, mesmo que ainda haja pulso palpável.

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