Paracoccidioidomicose Pulmonar: Diagnóstico em Áreas Endêmicas

HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2023

Enunciado

Paciente, 34 anos, sexo masculino, natural de Três Marias, interior de Minas Gerais, há 5 meses apresenta quadro de tosse produtiva com expectoração mucoide, acompanhada de febre vespertina não mensurada e emagrecimento. Procurou assistência médica, tendo sido medicado com Amoxicilina por 10 dias, sem melhora do quadro e posteriormente com Amoxicilina/Clavulanato por 14 dias. Evolui com piora do cansaço e passa a apresentar dispneia aos esforços habituais, associada à presença de escarro hemoptoico. Ao exame físico paciente apresenta-se com regular estado geral, ausência de linfadenomegalias, temperatura axilar de 36,5 ºC, taquipneia (26 irpm) e crepitações inspiratórias bilateralmente. O restante do exame normal. Radiografia de tórax com áreas de consolidação pulmonar, macronodulares bilaterais, principalmente em terços médios e ausência de derrame pleural. A tomografia computadorizada de alta resolução do tórax evidenciou imagens macronodulares difusas, periféricas, principalmente em terços médios, com comprometimento peribroncovascular discreto e ausência de cavitações. Pesquisa e culturas de BAAR em exame de escarro (cinco amostras) foram negativas; PPD não-reator; radiografia de seios da face sem alterações significativas. Realizou-se lavado broncoalveolar, por meio de fibrobroncoscopia, com obtenção de líquido hemorrágico. As pesquisas de P. jiroveci, BAAR e fungos foram negativas. O exame citopatológico desse líquido não evidenciou células neoplásicas. A hipótese diagnóstica mais provável neste caso, dentre as abaixo, é

Alternativas

  1. A) paracoccidioidomicose.
  2. B) fibrose cística.
  3. C) granulomatose de Wegener.
  4. D) tuberculose pulmonar.

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