PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2015
Paciente de 40 anos de idade, lavrador, residente em zona rural no interior de Minas Gerais, apresenta ulcerações de fundo granuloso e pontilhado hemorrágico na região gengival antero inferior, com aspecto moriforme. Queixa-se ainda de dispneia aos grandes esforços e de tosse seca de início há vários meses. Nega febre e emagrecimento. Dentre os exames abaixo, assinale aquele que permite a confirmação do diagnóstico MAIS PROVÁVEL:
Lesão oral moriforme + sintomas respiratórios em lavrador de MG → Paracoccidioidomicose; confirmar por biópsia.
O quadro clínico de ulcerações orais com aspecto moriforme, associado a sintomas respiratórios crônicos em um lavrador de zona rural de Minas Gerais, é altamente sugestivo de Paracoccidioidomicose (Blastomicose Sul-Americana). A confirmação diagnóstica é feita pela identificação do fungo (Paracoccidioides brasiliensis) em biópsia da lesão, que é o método mais direto e confiável.
A Paracoccidioidomicose, também conhecida como Blastomicose Sul-Americana, é uma micose sistêmica endêmica em áreas rurais da América Latina, especialmente no Brasil. É causada pelo fungo dimórfico Paracoccidioides brasiliensis, que é inalado e pode se disseminar para diversos órgãos. A doença afeta predominantemente homens adultos trabalhadores rurais, como lavradores, devido à exposição ocupacional ao solo contaminado. O quadro clínico é polimorfo, mas a apresentação clássica inclui lesões mucocutâneas, sendo as lesões orais (gengivais, palatinas) com aspecto moriforme (pontilhado hemorrágico, 'em framboesa') altamente sugestivas. O envolvimento pulmonar é comum, manifestando-se com tosse, dispneia e infiltrados radiológicos. Outras manifestações podem incluir linfadenopatia, lesões ósseas e adrenais. A ausência de febre e emagrecimento no caso apresentado, apesar da cronicidade, não exclui a doença. O diagnóstico definitivo é crucial e é estabelecido pela identificação do fungo em exames diretos (escarro, lavado broncoalveolar, raspado de lesão) ou, mais frequentemente, por biópsia da lesão com exame histopatológico e cultura. A biópsia da lesão oral, como indicado na alternativa correta, permite visualizar as características leveduras multigemulantes, confirmando o diagnóstico. O tratamento é prolongado, geralmente com itraconazol ou sulfametoxazol-trimetoprim, e a suspeita clínica é o primeiro passo para um manejo adequado.
A Paracoccidioidomicose pode apresentar lesões cutâneas e mucosas (especialmente orais, com aspecto moriforme), linfadenopatia, e envolvimento pulmonar (tosse, dispneia). É comum em trabalhadores rurais.
O diagnóstico definitivo é feito pela identificação do fungo Paracoccidioides brasiliensis em exames diretos (escarro, lavado broncoalveolar) ou histopatológicos (biópsia de lesões), que revelam as leveduras multigemulantes.
A diferenciação envolve a análise do aspecto das lesões (moriforme é clássico), epidemiologia (zona rural), e a exclusão de tuberculose, leishmaniose e neoplasias através de exames específicos.
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