FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2023
Com relação à paracentese, é INCORRETO afirmar:
Paracentese: diagnóstico/terapêutico para ascite. NÃO trata infecção cutânea.
A paracentese é um procedimento para remover líquido ascítico do abdome, com fins diagnósticos (ex: PBE) ou terapêuticos (alívio de sintomas). Não é indicada para tratar infecções cutâneas ou celulite da parede abdominal, que requerem antibioticoterapia sistêmica e, por vezes, drenagem cirúrgica.
A paracentese abdominal é um procedimento médico comum e de grande importância no manejo de pacientes com ascite. Pode ser realizada com finalidade diagnóstica, para analisar o líquido ascítico e identificar a causa da ascite ou a presença de infecção (como a peritonite bacteriana espontânea - PBE), ou com finalidade terapêutica, para aliviar sintomas como dor, dispneia e distensão abdominal causados por grande volume de líquido. A técnica da paracentese envolve a inserção de uma agulha ou cateter na cavidade peritoneal, geralmente na fossa ilíaca esquerda ou direita, após assepsia e anestesia local. O paciente deve ser posicionado de forma ereta ou em Fowler para permitir o acúmulo de líquido na porção inferior do abdome. É crucial enviar amostras do líquido para exames bioquímicos (proteínas, glicose, DHL), citopatológico (contagem de células, diferencial) e microbiológico (cultura, Gram) para um diagnóstico preciso. Um ponto crítico no manejo é a reposição de albumina em paracentese de grande volume (geralmente acima de 5 litros) para prevenir a disfunção circulatória pós-paracentese, que pode levar a complicações graves como insuficiência renal e hiponatremia dilucional. É fundamental ressaltar que a paracentese não é um tratamento para infecções cutâneas ou celulite da parede abdominal; estas condições exigem tratamento específico, como antibioticoterapia sistêmica.
A paracentese diagnóstica é indicada para investigar a causa da ascite de início recente, para avaliar ascite em pacientes com febre ou dor abdominal, e para diagnosticar peritonite bacteriana espontânea (PBE).
A albumina é administrada após paracentese de grande volume (geralmente > 5 litros) para prevenir disfunção circulatória pós-paracentese, que pode levar a hiponatremia dilucional, insuficiência renal e aumento da mortalidade.
Contraindicações relativas incluem coagulopatia grave (INR > 2,0, plaquetas < 50.000), gravidez avançada, distensão intestinal significativa e celulite na parede abdominal no local da punção.
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