Isoniazida e Neuropatia: Prevenção com Piridoxina

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2022

Enunciado

Para um paciente soropositivo para o vírus da imunodeficiência humana (HIV), etilista crônico, diabético e em tratamento de tuberculose, recomenda-se, visando ao possível efeito colateral da isoniazida, a prescrição associada de

Alternativas

  1. A) retinol ou vitamina A. 
  2. B) riboflavina ou vitamina B2.
  3. C) piridoxina ou vitamina B6. 
  4. D) ácido ascórbico ou vitamina C.
  5. E) colecalciferol ou vitamina D. 

Pérola Clínica

Isoniazida → Risco de neuropatia periférica, especialmente em HIV/etilistas/diabéticos. Prevenção = Piridoxina (Vitamina B6).

Resumo-Chave

A isoniazida, um fármaco essencial no tratamento da tuberculose, pode causar neuropatia periférica como efeito colateral, devido à sua interferência com o metabolismo da piridoxina (vitamina B6). Pacientes com fatores de risco como infecção por HIV, etilismo crônico e diabetes mellitus têm maior predisposição a essa complicação, sendo recomendada a suplementação de piridoxina.

Contexto Educacional

A isoniazida é um dos pilares do tratamento da tuberculose, mas seu uso está associado a efeitos adversos, sendo a neuropatia periférica um dos mais importantes. Este efeito é dose-dependente e ocorre devido à inibição da síntese de piridoxina (vitamina B6) e ao aumento da sua excreção. Pacientes com comorbidades como HIV, etilismo crônico e diabetes mellitus já possuem um risco aumentado de deficiência de vitamina B6 ou de neuropatia preexistente, tornando-os mais vulneráveis ao efeito neurotóxico da isoniazida. Por isso, a suplementação profilática de piridoxina é uma prática padrão nesses grupos. A dose usual de piridoxina para profilaxia é de 10-25 mg/dia, mas pode ser aumentada para 50-100 mg/dia em pacientes com alto risco ou que já desenvolveram sintomas de neuropatia. O reconhecimento e a prevenção dessa complicação são cruciais para garantir a adesão ao tratamento da tuberculose e minimizar a morbidade.

Perguntas Frequentes

Qual o principal efeito colateral neurológico da isoniazida?

O principal efeito colateral neurológico da isoniazida é a neuropatia periférica, que se manifesta como parestesias, dormência e dor nas extremidades, especialmente mãos e pés.

Como a isoniazida causa neuropatia periférica?

A isoniazida interfere no metabolismo da piridoxina (vitamina B6), aumentando sua excreção e inibindo enzimas dependentes dela, levando a uma deficiência relativa de B6, essencial para a função nervosa.

Quais pacientes têm maior risco de desenvolver neuropatia periférica com isoniazida?

Pacientes com maior risco incluem aqueles com infecção por HIV, etilismo crônico, diabetes mellitus, desnutrição, insuficiência renal e gestantes, sendo para estes a suplementação de piridoxina fortemente recomendada.

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