HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2025
Assinale a alternativa que apresenta os subtipos de HPV mais frequentemente encontrados na papilomatose respiratória recorrente:
Papilomatose Respiratória Recorrente (RRP) = HPV subtipos 6 e 11.
A Papilomatose Respiratória Recorrente (RRP) é uma doença causada pelo Vírus do Papiloma Humano (HPV), sendo os subtipos 6 e 11 os mais frequentemente associados. Estes são considerados de baixo risco oncogênico, mas causam lesões proliferativas nas vias aéreas, principalmente na laringe.
A Papilomatose Respiratória Recorrente (RRP) é uma doença rara, mas grave, caracterizada pelo crescimento de papilomas benignos nas vias aéreas, principalmente na laringe. É causada pela infecção pelo Vírus do Papiloma Humano (HPV), sendo os subtipos 6 e 11 responsáveis por mais de 90% dos casos. Embora esses subtipos sejam de baixo risco oncogênico, as lesões podem causar obstrução das vias aéreas, disfonia e, em casos raros, malignização. A RRP pode se manifestar em duas formas: juvenil (J-RRP), adquirida perinatalmente, e adulta (A-RRP). A J-RRP geralmente se manifesta antes dos 5 anos de idade e tende a ser mais agressiva e recorrente. A fisiopatologia envolve a infecção das células epiteliais pelo HPV, levando à proliferação celular e formação dos papilomas. O diagnóstico é feito por laringoscopia e biópsia das lesões. O tratamento é desafiador e focado no manejo das vias aéreas e na remoção cirúrgica das lesões para aliviar os sintomas e prevenir a obstrução. Múltiplas cirurgias são frequentemente necessárias devido à natureza recorrente da doença. Terapias adjuvantes, como cidofovir intralesional, bevacizumab e vacinação contra HPV, têm sido exploradas para reduzir a frequência das recorrências e a necessidade de intervenções cirúrgicas.
Os sintomas incluem rouquidão progressiva, estridor, dispneia e, em casos graves, obstrução das vias aéreas. Em crianças, pode haver choro fraco e dificuldade respiratória.
A RRP é geralmente adquirida durante o parto vaginal de mães com infecção genital por HPV. Em adultos, pode ser associada a contato sexual oral-genital.
O tratamento primário é cirúrgico, com remoção das lesões por microcirurgia laríngea a laser ou microdebridador. Terapias adjuvantes como cidofovir ou bevacizumab podem ser usadas em casos refratários.
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