Papiloma Conjuntival: Histopatologia e Diagnóstico

CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2020

Enunciado

A descrição histopatológica de uma lesão de superfície ocular: “múltiplas projeções recobertas por epitélio estratificado não ceratinizado, espessado, contendo um cerne de tecido conjuntivo vascularizado”, corresponde mais provavelmente a:

Alternativas

  1. A) Papiloma.
  2. B) Cisto epitelial.
  3. C) Carcinoma espinocelular.
  4. D) Ceratose actínica.

Pérola Clínica

Projeções papilares + cerne vascularizado + epitélio estratificado = Papiloma.

Resumo-Chave

O papiloma escamoso da conjuntiva é uma lesão benigna caracterizada por múltiplas projeções digitiformes com um eixo central de tecido conjuntivo vascularizado.

Contexto Educacional

Os papilomas conjuntivais são tumores epiteliais benignos comuns. Eles podem ser classificados em pediculados (geralmente múltiplos e virais) ou sésseis (geralmente únicos e em pacientes mais velhos). A arquitetura papilar é a marca registrada da lesão. Na análise histopatológica, a manutenção da polaridade celular e a ausência de invasão da membrana basal distinguem o papiloma das neoplasias intraepiteliais conjuntivais (NIC) e do carcinoma espinocelular. A presença de coilócitos (células com halos perinucleares) pode sugerir a etiologia por HPV.

Perguntas Frequentes

Quais são as características histológicas do papiloma conjuntival?

Histologicamente, apresenta-se como projeções exofíticas (digitiformes) revestidas por epitélio escamoso estratificado não ceratinizado. O ponto chave é a presença de um eixo ou cerne central de tecido conjuntivo altamente vascularizado que nutre a lesão.

O papiloma conjuntival está associado a vírus?

Sim, especialmente em crianças e adultos jovens, os papilomas pediculados estão frequentemente associados à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), subtipos 6 e 11. Em idosos, podem ser sésseis e ter menor associação viral.

Qual o tratamento para papilomas oculares?

O tratamento envolve a excisão cirúrgica completa, muitas vezes associada à crioterapia na base da lesão para reduzir o risco de recorrência. Em casos recidivantes, podem ser utilizados adjuvantes como mitomicina C ou interferon alfa-2b.

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