SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2023
Mulher de 26 anos, G1P1, assintomática, leva ao ambulatório de ginecologia exame de Papanicolau realizado há 10 dias. O resultado revela cândida sp, lactobacllus e cocos.Diante do achado acima, qual a melhor conduta?
Papanicolau com Candida/cocos em assintomática → Não tratar, seguir rastreamento citológico habitual.
Achados de microrganismos como Candida sp. ou cocos em Papanicolau de pacientes assintomáticas não indicam tratamento. A conduta deve ser manter a rotina de rastreamento citológico, reservando o tratamento para casos sintomáticos.
O Papanicolau, ou citologia oncótica cervical, é um exame fundamental no rastreamento do câncer de colo uterino. Sua principal função é identificar alterações celulares que possam indicar lesões pré-malignas ou malignas. É comum que o laudo citológico mencione a presença de microrganismos como Candida sp., cocos ou Lactobacillus, que podem ser parte da flora vaginal normal ou indicar colonização. A interpretação desses achados deve ser feita no contexto clínico da paciente. Em mulheres assintomáticas, a presença de Candida sp. ou cocos não é indicação para tratamento. O Lactobacillus é um componente normal e benéfico da flora vaginal. O tratamento de infecções vaginais, como candidíase ou vaginose bacteriana, é reservado para pacientes que apresentam sintomas como prurido, corrimento, odor ou disúria. Portanto, a conduta adequada para uma paciente assintomática com esses achados é tranquilizá-la e manter a rotina de rastreamento citológico habitual, sem a necessidade de intervenção medicamentosa. A medicalização desnecessária pode levar a efeitos adversos, custos e até mesmo resistência antimicrobiana.
Achados como Candida sp., cocos e Lactobacillus, sem sintomas associados, geralmente não requerem tratamento específico, pois podem fazer parte da flora vaginal normal ou ser colonização.
O Papanicolau tem como principal objetivo o rastreamento de lesões pré-malignas e malignas do colo uterino. A presença de microrganismos sem sintomas clínicos não configura doença e o tratamento desnecessário pode levar à resistência ou disbiose.
A conduta é seguir a rotina de rastreamento citológico habitual, conforme as diretrizes, e orientar a paciente a procurar atendimento caso desenvolva sintomas.
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