CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2020
Num paciente com retinopatia diabética proliferativa, a complicação mais comum da aplicação excessiva de fotocoagulação a laser, dentre as abaixo, é:
Laser excessivo → inflamação coroideia → descolamento de retina exsudativo.
A aplicação excessiva ou muito intensa de fotocoagulação a laser pode causar inflamação severa e quebra da barreira hemato-retiniana, levando ao acúmulo de fluido sub-retiniano (exsudação).
A panfotocoagulação (PRP) continua sendo o tratamento de escolha para a retinopatia diabética proliferativa, visando reduzir o estímulo de VEGF proveniente de áreas isquêmicas. No entanto, a entrega de energia térmica não é isenta de riscos. O descolamento exsudativo pós-laser é uma complicação aguda que geralmente se resolve com corticoterapia tópica ou sistêmica e observação, uma vez que a inflamação cessa. É crucial diferenciar este quadro do descolamento regmatogênico (que requer cirurgia urgente) e do descolamento tracional (comum na progressão da própria diabetes).
O laser de argônio ou diodo gera calor para destruir tecido retiniano isquêmico. Se aplicado em excesso (muitos disparos em uma única sessão ou potência muito alta), ocorre uma resposta inflamatória intensa na coróide e no epitélio pigmentado da retina (EPR). Isso resulta em efusão ciliar e coroidal, com transudação de fluido para o espaço sub-retiniano, caracterizando o descolamento exsudativo.
Além do descolamento exsudativo, o paciente pode apresentar edema macular (piora transitória da visão), redução do campo visual periférico, diminuição da visão noturna (nictalopia), midríase paralítica (por dano aos nervos ciliares curtos) e, raramente, hemorragia vítrea se houver tração em vasos novos.
A principal estratégia é o fracionamento do tratamento. Em vez de realizar a panfotocoagulação completa em uma única sessão, o médico divide o procedimento em duas ou três sessões com intervalos de 1 a 2 semanas, permitindo que a inflamação ocular diminua entre as aplicações.
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