CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2010
Com a aplicação de panfotocoagulação a laser na retinopatia diabética, espera-se:
Panfotocoagulação → Destruição da retina periférica para salvar a visão central.
A panfotocoagulação reduz a produção de VEGF ao destruir áreas isquêmicas, prevenindo cegueira por hemorragia ou descolamento tracional.
A panfotocoagulação (PRP) continua sendo um tratamento fundamental para a Retinopatia Diabética Proliferativa, conforme estabelecido pelos estudos clássicos DRS e ETDRS. A técnica consiste na aplicação de centenas a milhares de disparos de laser na retina periférica, poupando a mácula e o feixe papilomacular. É um procedimento de 'sacrifício' funcional da periferia para garantir a viabilidade da visão central a longo prazo.
O objetivo é destruir as áreas de retina isquêmica (não perfundida) que estão produzindo fatores angiogênicos, como o VEGF. Ao reduzir a massa de retina hipóxica, diminui-se o estímulo para a formação de neovasos, protegendo a visão central e prevenindo complicações graves.
Os pacientes frequentemente experimentam uma redução permanente do campo visual periférico e uma diminuição da visão noturna (nictalopia). Além disso, o laser pode causar ou exacerbar um edema macular diabético preexistente devido ao processo inflamatório agudo pós-tratamento.
Não necessariamente. Enquanto os anti-VEGF são excelentes para tratar o edema macular e causar regressão rápida de neovasos, a panfotocoagulação oferece um efeito mais permanente e duradouro, sendo muitas vezes utilizada de forma combinada em casos de alto risco ou em pacientes com dificuldade de acompanhamento frequente.
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