Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2021
Um paciente com pancreatite necrosante não biliar, em decorrência de piora clínica, inclusive com compartimento abdominal, foi submetido a aspiração guiada de lesão difusa no pâncreas e no retroperitônio, por tomografia computadorizada, o que resultou em crescimento de Escherichia coli em cultura.Nesse caso clínico, entre as opções a seguir, o tratamento mais apropriado é
Pancreatite necrosante infectada com piora clínica e compartimento abdominal → necrectomia cirúrgica (laparotomia).
A pancreatite necrosante infectada, especialmente quando associada a piora clínica progressiva e síndrome compartimental abdominal, requer intervenção cirúrgica para necrectomia e drenagem, visando controlar a infecção e descompressão. A aspiração guiada com cultura positiva confirma a infecção.
A pancreatite aguda grave, especialmente a necrosante, é uma condição desafiadora com alta morbimortalidade. A necrose pancreática pode ser estéril ou infectada, sendo a infecção da necrose uma das principais causas de mortalidade tardia. A identificação precoce da infecção e a avaliação da necessidade de intervenção são cruciais para o prognóstico do paciente. O manejo da pancreatite necrosante infectada evoluiu, com preferência por abordagens menos invasivas como a drenagem percutânea ou abordagens endoscópicas. No entanto, em casos de piora clínica progressiva, falência orgânica persistente ou desenvolvimento de síndrome compartimental abdominal, a intervenção cirúrgica (necrectomia) torna-se imperativa. A laparotomia exploratória com necrectomia e drenagem é uma das opções para esses cenários graves. É fundamental diferenciar as indicações de tratamento. Enquanto a terapia antibiótica é essencial para necrose infectada, a intervenção (drenagem percutânea ou cirurgia) é reservada para casos selecionados. A drenagem percutânea é frequentemente a primeira linha para coleções infectadas bem definidas, mas a cirurgia é necessária para necrose extensa, falha da drenagem percutânea ou complicações como a síndrome compartimental abdominal.
Sinais de infecção incluem febre persistente, leucocitose, piora do estado geral, falência orgânica e evidência de gás na tomografia ou cultura positiva de material aspirado.
A cirurgia (necrectomia) é indicada para necrose infectada com piora clínica progressiva, falência orgânica persistente, síndrome compartimental abdominal ou quando a drenagem percutânea falha.
A drenagem percutânea é uma opção menos invasiva para coleções líquidas infectadas ou necrose encapsulada, especialmente em pacientes estáveis, podendo ser uma ponte para cirurgia ou tratamento definitivo.
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