Pancreatite Crônica: Fatores de Risco e Etiologias Chave

HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2020

Enunciado

A respeito de pancreatite, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Pancreatite aguda em paciente que se apresenta na admissão com idade abaixo de 70 anos, glicemia abaixo de 220 mg/dL e LDH sérico menos que 350 IU/L e leucograma abaixo de 18.000 leucócitos totais é considerada leve, independentemente da etiologia.
  2. B) O tratamento inicial de pancreatite aguda grave é reposição volêmica, estabilização do quadro clínico e colangiopancreatografia retrógrada endoscópica com papilostomia.
  3. C) A presença de coleção peripancreática identificada em tomografia sempre indica drenagem cirúrgica.
  4. D) Nunca é indicado o uso de nutrição parenteral para paciente com pancreatite em razão do risco de hiperlipidemia.
  5. E) Alcoolismo, hiperparatireoidismo e hiperlipidemia são fatores de risco para pancreatite crônica.

Pérola Clínica

Alcoolismo, hiperparatireoidismo e hiperlipidemia são causas importantes de pancreatite crônica.

Resumo-Chave

A pancreatite crônica é uma condição inflamatória progressiva do pâncreas que leva à fibrose e perda de função exócrina e endócrina. O alcoolismo é a causa mais comum, mas distúrbios metabólicos como hiperparatireoidismo (causando hipercalcemia) e hiperlipidemia (especialmente hipertrigliceridemia grave) também são fatores de risco bem estabelecidos.

Contexto Educacional

A pancreatite é uma condição inflamatória do pâncreas que pode ser aguda ou crônica. A pancreatite crônica é caracterizada por inflamação progressiva e fibrose do pâncreas, levando à perda irreversível de sua função exócrina (má absorção) e endócrina (diabetes). É uma doença debilitante com morbidade e mortalidade significativas. Os fatores de risco para pancreatite crônica são diversos. O alcoolismo crônico é, de longe, a causa mais comum, respondendo pela maioria dos casos. Outras causas importantes incluem distúrbios metabólicos, como a hipercalcemia (frequentemente devido a hiperparatireoidismo primário) e a hiperlipidemia grave (especialmente hipertrigliceridemia). Fatores genéticos, doenças autoimunes, obstrução ductal e pancreatite idiopática também contribuem para a etiologia. O diagnóstico da pancreatite crônica baseia-se na história clínica, exames de imagem (tomografia computadorizada, ressonância magnética, ultrassonografia endoscópica) e testes de função pancreática. O tratamento é complexo e visa aliviar a dor, manejar a insuficiência pancreática exócrina (com enzimas pancreáticas) e endócrina (com insulina), e tratar as complicações. A cessação do álcool é fundamental para retardar a progressão da doença.

Perguntas Frequentes

Qual a principal causa de pancreatite crônica no mundo ocidental?

O alcoolismo crônico é a principal causa de pancreatite crônica no mundo ocidental, responsável por cerca de 70-80% dos casos.

Como a hiperlipidemia pode levar à pancreatite?

A hiperlipidemia, especialmente a hipertrigliceridemia grave (triglicerídeos > 1000 mg/dL), pode causar pancreatite aguda e crônica. Os triglicerídeos são hidrolisados por lipases pancreáticas, liberando ácidos graxos livres que são tóxicos para as células acinares do pâncreas.

Por que o hiperparatireoidismo é um fator de risco para pancreatite?

O hiperparatireoidismo causa hipercalcemia, que pode levar à ativação prematura de enzimas pancreáticas dentro do pâncreas, resultando em autodigestão e inflamação, tanto na pancreatite aguda quanto na crônica.

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