Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2021
Na pancreatite crônica os motivos de internação variam de países, populações, hospitalares e práticas de referência. Em geral a causa mais comum de pancreatite crônica é:
Pancreatite Crônica: Alcoolismo é a causa mais comum, levando à fibrose e disfunção glandular.
A pancreatite crônica é uma condição inflamatória progressiva do pâncreas que resulta em fibrose irreversível e perda da função exócrina e endócrina. O consumo crônico e excessivo de álcool é a causa mais prevalente globalmente, embora outras etiologias como genética, autoimune e obstrutiva também existam.
A pancreatite crônica é uma doença inflamatória progressiva do pâncreas caracterizada por fibrose irreversível e destruição do parênquima glandular, levando à perda gradual das funções exócrina e endócrina. Sua prevalência varia, mas é uma condição debilitante que frequentemente requer internações hospitalares para manejo da dor e complicações. A etiologia da pancreatite crônica é multifatorial, mas o alcoolismo crônico é, de longe, a causa mais comum em nível global, respondendo pela maioria dos casos. Outras causas incluem fatores genéticos (como mutações no gene PRSS1 ou CFTR), doenças autoimunes, obstrução ductal (por cálculos ou tumores), hipertrigliceridemia grave e pancreatite idiopática. O álcool atua como um potente gatilho, promovendo a ativação intrapancreática de enzimas digestivas e induzindo estresse oxidativo e inflamação. O diagnóstico baseia-se na história clínica, exames de imagem (TC, RM, CPRE) que mostram calcificações, dilatação ductal ou atrofia glandular, e testes de função pancreática. O tratamento é complexo e foca no alívio da dor, manejo da insuficiência exócrina (com enzimas pancreáticas) e endócrina (com insulina), e cessação do consumo de álcool. A prevenção de novas crises e complicações é crucial para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
A principal causa de pancreatite crônica, em geral, é o consumo crônico e excessivo de álcool, responsável por cerca de 70-80% dos casos em países ocidentais.
O álcool induz a pancreatite crônica através de mecanismos como a sensibilização do pâncreas a estímulos inflamatórios, toxicidade direta às células acinares, ativação prematura de enzimas digestivas e alterações na composição do suco pancreático.
As consequências incluem dor abdominal crônica, insuficiência pancreática exócrina (má digestão, esteatorreia) e insuficiência pancreática endócrina (diabetes mellitus), além de complicações como pseudocistos e estenoses ductais.
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