HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2015
Homem com 35 anos queixa-se de dor pós-prandial de forte intensidade, localizada no epigástrio acompanhada de nauseas e vômitos há cerca de 8 meses. Refere emagrecimento importante no período, eliminação de fezes volumosas e amolecidas. Etilista inveterado desde os 17 anos de idade. USG de abdome mostrou colédoco com diâmetro de 1,8 cm, vesicular biliar aumentada e alongada e parênquima pancreático heterogêneo com ducto de Wirsung dilatado com imagens hiperecogênicas em seu interior. O diagnóstico provável é:
Etilista + dor epigástrica crônica + esteatorreia + calcificações pancreáticas = Pancreatite Crônica Calcificante.
A pancreatite crônica calcificante, frequentemente associada ao etilismo, manifesta-se com dor epigástrica crônica, emagrecimento e esteatorreia devido à insuficiência pancreática exócrina. Achados ultrassonográficos de ducto de Wirsung dilatado e calcificações são diagnósticos.
A pancreatite crônica calcificante é uma doença inflamatória progressiva do pâncreas, caracterizada por fibrose e destruição do parênquima exócrino e endócrino, com formação de calcificações. O etilismo crônico é a causa mais comum, respondendo por cerca de 70-80% dos casos. É uma condição importante para residentes de gastroenterologia e cirurgia geral. Clinicamente, os pacientes apresentam dor abdominal crônica, geralmente epigástrica e irradiando para o dorso, que pode ser exacerbada após as refeições. Com a progressão da doença, desenvolvem-se sinais de insuficiência pancreática exócrina (má digestão, esteatorreia, emagrecimento) e, posteriormente, endócrina (diabetes mellitus). O diagnóstico é fortemente sugerido pela história clínica e confirmado por exames de imagem. A ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnância podem evidenciar atrofia pancreática, dilatação do ducto de Wirsung e, classicamente, calcificações parenquimatosas ou intraductais. O tratamento visa o alívio da dor, a reposição de enzimas pancreáticas para a má digestão e o controle do diabetes. A abstinência alcoólica é fundamental. Em casos selecionados, procedimentos endoscópicos ou cirúrgicos podem ser necessários para desobstruir o ducto pancreático ou aliviar a dor. O prognóstico é variável, dependendo da gravidade da doença e da adesão ao tratamento.
Os sintomas incluem dor abdominal crônica e intensa no epigástrio, frequentemente pós-prandial, náuseas, vômitos, emagrecimento e esteatorreia (fezes volumosas e amolecidas) devido à má digestão de gorduras.
O etilismo crônico é a principal causa de pancreatite crônica, especialmente a forma calcificante. O álcool induz a inflamação e fibrose do pâncreas, levando à formação de cálculos intraductais e calcificações parenquimatosas.
A ultrassonografia pode mostrar parênquima pancreático heterogêneo, dilatação do ducto de Wirsung e, caracteristicamente, imagens hiperecogênicas em seu interior, que representam cálculos ou calcificações.
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