HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2025
Homem de 64 anos apresenta queixa de diarreia há 8 meses. O paciente caracteriza as fezes como volumosas e claras, com aspecto gorduroso. Há 1 ano, foi diagnosticado com diabete melito. Em investigação, apresenta pâncreas atrofiado e com calcificações em tomografia de abdome.A principal etiologia para o quadro clínico citado é
Diarreia gordurosa + DM + pâncreas atrofiado/calcificado → Pancreatite Crônica → Principal causa = Ingestão crônica de álcool.
A tríade de diarreia gordurosa (esteatorreia), diabetes melito e achados de pâncreas atrofiado com calcificações na tomografia é altamente sugestiva de pancreatite crônica. A ingestão crônica de álcool é a etiologia mais comum dessa condição.
A pancreatite crônica é uma doença inflamatória progressiva do pâncreas que resulta em fibrose e destruição irreversível do parênquima, levando à insuficiência pancreática exócrina (má digestão) e endócrina (diabetes melito). É uma condição debilitante que afeta significativamente a qualidade de vida dos pacientes e tem uma prevalência crescente, sendo crucial para residentes reconhecerem seus sinais e etiologias. A principal etiologia da pancreatite crônica é a ingestão crônica de álcool, responsável por aproximadamente 70-80% dos casos. Outras causas incluem fatores genéticos, doenças autoimunes, obstrução ductal e pancreatite idiopática. Clinicamente, os pacientes apresentam dor abdominal crônica, esteatorreia (diarreia gordurosa devido à má absorção de gorduras pela deficiência de lipase pancreática) e, em estágios avançados, diabetes melito devido à destruição das células produtoras de insulina. O diagnóstico é suportado por exames de imagem como tomografia computadorizada, que pode revelar atrofia pancreática e calcificações. O tratamento da pancreatite crônica visa o alívio da dor, a reposição de enzimas pancreáticas para tratar a esteatorreia e o controle do diabetes. A abstinência alcoólica é fundamental para retardar a progressão da doença. O manejo nutricional é essencial, e em alguns casos, intervenções endoscópicas ou cirúrgicas podem ser necessárias para tratar complicações como estenoses ductais ou pseudocistos.
Os principais sintomas incluem dor abdominal crônica, esteatorreia (fezes volumosas, claras e gordurosas devido à má digestão de gorduras) e, em estágios avançados, diabetes melito devido à destruição das células beta pancreáticas.
A ingestão crônica e excessiva de álcool é a principal causa da pancreatite crônica, responsável por cerca de 70-80% dos casos.
A inflamação crônica e a fibrose do pâncreas resultam na destruição progressiva das células das ilhotas de Langerhans, que produzem insulina, levando ao desenvolvimento de diabetes melito secundário (tipo 3c).
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