PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2024
Homem de 58 anos queixa-se de epigastralgia contínua, leve a moderada, exacerbada após as refeições, associada a anorexia, náuseas e vômitos. Os sintomas ocorrem há seis meses, período em que perdeu 8kg. É tabagista (30 maços-ano) e etilista (pelo menos 1L de destilado ao dia) há mais de 30 anos. Ao exame físico, apresenta dor à palpação do epigástrio, sem sinais de irritação peritoneal ou massas palpáveis. A TC do abdome revelou a seguinte imagem: Considerando o diagnóstico mais provável nesse caso, assinale uma alternativa que NÃO APRESENTA uma complicação possível dessa doença:
Pancreatite crônica: Complicações incluem insuficiência exócrina/endócrina, pseudocistos, obstruções e ↑ risco de câncer pancreático.
A pancreatite crônica, frequentemente associada ao etilismo, leva a danos irreversíveis no pâncreas, resultando em insuficiência exócrina e endócrina. Suas complicações são diversas, incluindo malabsorção, deficiências nutricionais e aumento do risco de malignidades pancreáticas.
A pancreatite crônica é uma doença inflamatória progressiva do pâncreas, caracterizada por destruição irreversível do parênquima pancreático, fibrose e perda das funções exócrina e endócrina. O etilismo crônico é a causa mais comum, mas outras etiologias incluem genética, autoimune e obstrutiva. A dor abdominal crônica é o sintoma mais prevalente, acompanhada de sintomas de malabsorção. A fisiopatologia envolve a ativação prematura de enzimas pancreáticas dentro do pâncreas, levando à autodigestão e fibrose. O diagnóstico é baseado na história clínica, exames de imagem (TC, RM, CPRE) que mostram alterações morfológicas do pâncreas, e testes de função pancreática. A suspeita deve ser alta em pacientes com dor epigástrica crônica, perda de peso e história de etilismo. O tratamento visa aliviar a dor, manejar a insuficiência pancreática (com enzimas pancreáticas e insulina, se necessário) e tratar as complicações. As complicações são diversas e incluem pseudocistos, obstrução biliar ou duodenal, diabetes mellitus, malabsorção (levando a deficiências vitamínicas e osteoporose) e um risco aumentado de câncer pancreático. A síndrome do supercrescimento bacteriano também pode ocorrer devido à hipocloridria e alteração do trânsito intestinal.
As principais causas incluem etilismo crônico (mais comum), fibrose cística, hipertrigliceridemia grave, obstrução do ducto pancreático e pancreatite autoimune.
A insuficiência pancreática exócrina causa malabsorção de gorduras e vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K), levando à deficiência de vitamina D e cálcio (osteoporose). A malabsorção de vitamina B12 (por deficiência de fator intrínseco ou supercrescimento bacteriano) pode causar anemia megaloblástica.
Pacientes com pancreatite crônica têm um risco aumentado de desenvolver adenocarcinoma de pâncreas, uma complicação grave da doença.
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