UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2023
Em relação à pancreatite crônica, é correto afirmar:
Pancreatite crônica: dor refratária → tratamento cirúrgico (descompressão ductal ou ressecção).
A dor abdominal crônica é a principal indicação para tratamento cirúrgico na pancreatite crônica, especialmente quando refratária à terapia medicamentosa. O objetivo é descompressão ductal ou ressecção da cabeça do pâncreas.
A pancreatite crônica é uma doença inflamatória progressiva do pâncreas que resulta em fibrose e perda irreversível da função exócrina e, eventualmente, endócrina. A etiologia alcoólica é, de fato, a mais comum. A doença é caracterizada por dor abdominal crônica e insuficiência pancreática, manifestada por má digestão (esteatorreia) e diabetes mellitus. O diagnóstico baseia-se na história clínica, exames de imagem como tomografia computadorizada, ressonância magnética ou ultrassonografia endoscópica, que podem revelar calcificações, dilatação ductal e atrofia glandular. A dor é o sintoma mais debilitante e o manejo inicial é clínico, com analgésicos, abstinência alcoólica e dieta. A esteatorreia é tratada com enzimas pancreáticas de liberação entérica e, por vezes, inibidores da bomba de prótons para otimizar sua eficácia. O tratamento cirúrgico é uma opção importante para pacientes com dor abdominal crônica refratária ao tratamento clínico, visando a descompressão do ducto pancreático (ex: pancreatojejunostomia lateral) ou a ressecção de parte do pâncreas (ex: procedimento de Frey ou Beger). A nutrição enteral não é uma indicação primária para dor crônica, mas pode ser usada em casos de desnutrição grave. O IMC não é uma contraindicação para cirurgia, embora pacientes obesos possam ter maior risco cirúrgico.
A etiologia alcoólica é a mais comum, seguida por causas genéticas, autoimunes e idiopáticas.
O tratamento cirúrgico é indicado principalmente para dor abdominal crônica refratária à terapia clínica, visando descompressão ductal ou ressecção.
A esteatorreia é tratada com reposição de enzimas pancreáticas, frequentemente associada a inibidores da bomba de prótons para otimizar a ação enzimática.
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