PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025
Em relação ao tratamento da pancreatite crônica, assinale a alternativa CORRETA.
Pancreatite crônica com dilatação ductal + cálculos → 1ª linha: Endoscopia (CPRE + Papilotomia + Stent).
O manejo da pancreatite crônica prioriza a descompressão ductal endoscópica inicial; a cirurgia é reservada para casos refratários com anatomia favorável (ducto > 7mm).
A pancreatite crônica é uma doença inflamatória progressiva que resulta em fibrose irreversível do parênquima pancreático, levando a dor crônica incapacitante e insuficiências endócrina (diabetes) e exócrina (esteatorreia). O manejo é multidisciplinar, focando no controle da dor, cessação de etilismo/tabagismo e suporte nutricional. A estratégia 'step-up' começa com analgesia escalonada e manejo clínico. Se houver obstrução ductal, a endoscopia intervencionista é a primeira escolha. A cirurgia de derivação (Puestow) ou ressecção (Whipple ou Beger, se houver massa em cabeça de pâncreas) é considerada quando a terapia endoscópica falha ou não é tecnicamente viável, visando preservar o máximo de função pancreática possível.
A abordagem inicial para pacientes com dilatação ductal secundária a cálculos ou estenoses é preferencialmente endoscópica via CPRE (Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica). O procedimento visa a retirada de cálculos, dilatação de estenoses e, frequentemente, a colocação de stents ductais associada à papilotomia pancreática para facilitar a drenagem.
A cirurgia de Puestow modificada (Partington-Rochelle) é indicada em casos de pancreatite crônica com dor intratável e dilatação importante do ducto pancreático principal (geralmente > 7 mm). É uma pancreatojejunostomia lateral que promove a descompressão do sistema ductal sem a necessidade de ressecção de parênquima, apresentando bons índices de controle da dor (70-80%).
A esteatorreia decorrente da insuficiência exócrina é tratada clinicamente com a reposição oral de enzimas pancreáticas (lipase, protease, amilase) durante as refeições. Para otimizar a ação das enzimas e evitar sua inativação pelo ácido gástrico, frequentemente associa-se o uso de Inibidores de Bomba de Prótons (IBP).
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