UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2024
Paciente de 35 anos, sexo feminino, foi internada devido à pancreatite biliar leve. Recebeu tratamento adequado, mas, durante a internação, evidenciou que, mesmo após o tratamento da pancreatite, apresentava, além da colelitíase, um cálculo em via biliar, no colédoco distal. Com base nesse caso, a melhor conduta é a
Pancreatite biliar + coledocolitíase → CPRE + colecistectomia na mesma internação.
Em pacientes com pancreatite biliar e coledocolitíase persistente (cálculo no colédoco), a CPRE é indicada para remoção do cálculo. Após a resolução da pancreatite e da coledocolitíase, a colecistectomia deve ser realizada na mesma internação para prevenir novos episódios.
A pancreatite biliar é uma das causas mais comuns de pancreatite aguda, ocorrendo quando um cálculo biliar obstrui o ducto biliar comum ou o ducto pancreático. O manejo inicial foca no suporte clínico e na avaliação da gravidade. Uma vez que o quadro agudo da pancreatite esteja estabilizado, a atenção se volta para a causa subjacente. No caso de coledocolitíase persistente, como descrito na questão, a Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) é a intervenção de escolha para remover o cálculo do colédoco. A CPRE permite a esfincterotomia e a extração do cálculo, aliviando a obstrução e prevenindo a recorrência da pancreatite. Após a resolução da coledocolitíase e da pancreatite, a colecistectomia (remoção da vesícula biliar) é imperativa. A recomendação atual é realizar a colecistectomia durante a mesma internação, uma vez que o paciente esteja clinicamente estável, para evitar novos episódios de pancreatite biliar ou outras complicações relacionadas à colelitíase, como colecistite aguda.
A CPRE (Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica) é utilizada para remover o cálculo obstrutivo do colédoco, aliviando a obstrução biliar e prevenindo a progressão ou recorrência da pancreatite.
A colecistectomia deve ser realizada preferencialmente na mesma internação, após a resolução do quadro agudo da pancreatite e da coledocolitíase, para eliminar a fonte dos cálculos e prevenir novos episódios.
A coledocolitíase não tratada pode levar a complicações graves como colangite aguda, pancreatite biliar recorrente, icterícia obstrutiva e cirrose biliar secundária.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo