FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2021
Homem, 45 anos, branco, casado, professor; nega comorbidades; nega etilismo/tabagismo; nega alergias medicamentosas ou outras; há quatro meses com dor em hipocôndrio direito, andar superior do abdome; tipo cólicas leves/ moderadas; recorrentes; anictérico; sem febre; ocasionais náuseas e / ou vômitos biliosos. elevação progressiva de amilase e lipase séricas. A tomografia computadorizada mostrou aumento difuso da glândula pancreática, densificação da gordura adjacente e pequena melhora clínica parcial com o uso de prednisona. Neste caso, a hipótese diagnóstica e o exame complementar mais adequado para sua confirmação seriam respectivamente:
Dor cólica RUQ + vômitos biliosos + amilase/lipase ↑ + TC pâncreas ↑ → suspeitar pancreatite biliar, investigar com colangiografia.
O quadro de dor abdominal cólica em hipocôndrio direito, vômitos biliosos e elevação de enzimas pancreáticas, mesmo com achados de TC sugestivos de inflamação pancreática, aponta fortemente para uma etiologia biliar. A colangiografia é essencial para identificar obstruções ou alterações no ducto biliar que causem a pancreatite.
A pancreatite é uma inflamação do pâncreas que pode ser aguda ou crônica, com diversas etiologias. A pancreatite biliar, causada pela obstrução do ducto pancreático ou biliar comum por cálculos biliares, é uma das causas mais comuns. A apresentação clínica pode variar, mas frequentemente inclui dor abdominal superior, náuseas e vômitos, e elevação das enzimas pancreáticas amilase e lipase. O diagnóstico da pancreatite biliar baseia-se na história clínica, exames laboratoriais e de imagem. A dor cólica em hipocôndrio direito ou epigástrio, associada a vômitos biliosos, é um forte indício de envolvimento biliar. A tomografia computadorizada pode mostrar aumento difuso do pâncreas e densificação da gordura adjacente, indicando inflamação. A elevação progressiva de amilase e lipase séricas sugere um processo inflamatório contínuo ou agudizado. Para a confirmação da etiologia biliar, a colangiografia é o exame complementar mais adequado. Métodos como a colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) ou a colangiopancreatografia endoscópica retrógrada (CPER) permitem visualizar o sistema biliar e identificar a presença de cálculos, estenoses ou outras anomalias que justifiquem a pancreatite. O tratamento visa remover a obstrução e manejar a inflamação pancreática.
Sintomas como dor abdominal cólica no hipocôndrio direito ou epigástrio, náuseas e vômitos biliosos, especialmente após refeições gordurosas, são fortes indicativos de uma etiologia biliar para a pancreatite.
A colangiografia (como CPRE ou colangiorressonância) é fundamental para visualizar o sistema biliar, identificar cálculos, estenoses ou outras obstruções que possam estar causando a pancreatite biliar.
A pancreatite biliar geralmente apresenta dor cólica e evidência de cálculos ou obstrução biliar. A pancreatite autoimune, embora possa ter aumento difuso e responder a corticoides, é menos associada a dor cólica e vômitos biliosos, e é confirmada por IgG4 sérica e biópsia.
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