Pancreatite Aguda: Achados na Tomografia Computadorizada

Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2025

Enunciado

Paciente com dor abdominal intensa apresenta essa tomografia do abdome. Qual o órgão acometido?

Alternativas

  1. A) Aorta.
  2. B) Estômago.
  3. C) Pâncreas
  4. D) Duodeno

Pérola Clínica

TC de abdome com pâncreas aumentado e densificação da gordura peripancreática = Pancreatite aguda edematosa intersticial.

Resumo-Chave

A tomografia computadorizada é o padrão-ouro para avaliar a gravidade e as complicações da pancreatite aguda, como necrose e coleções líquidas. Os achados iniciais incluem aumento do volume pancreático, borramento dos contornos e densificação da gordura adjacente.

Contexto Educacional

A pancreatite aguda é um processo inflamatório do pâncreas cujo diagnóstico é estabelecido pela presença de dois de três critérios: dor abdominal característica, elevação da amilase e/ou lipase sérica (≥ 3 vezes o limite superior da normalidade) e achados de imagem compatíveis. A tomografia computadorizada (TC) de abdome é a modalidade de imagem mais importante na avaliação da doença, especialmente para estadiamento da gravidade e detecção de complicações. Os achados tomográficos na pancreatite aguda edematosa intersticial, a forma mais comum e branda, incluem aumento difuso ou focal do pâncreas, perda da definição de seus contornos e densificação da gordura peripancreática. A classificação de Balthazar é um sistema de escore tomográfico que gradua a gravidade com base nesses achados inflamatórios e na presença de coleções líquidas. A adição da avaliação de necrose pancreática (detectada em TC com contraste) deu origem ao Índice de Gravidade Tomográfico (IG-TC), que possui melhor correlação com a morbimortalidade. É crucial entender o momento ideal para a realização da TC. No momento do diagnóstico, se os critérios clínicos e laboratoriais forem claros, a imagem pode não ser necessária. A TC é indicada principalmente em casos de dúvida diagnóstica, falha na melhora clínica após 48-72 horas de tratamento de suporte, ou para avaliação de complicações tardias como pseudocistos, abscessos e necrose infectada. A realização precoce do exame (nas primeiras 24h) pode subestimar a extensão da necrose, que se define melhor após alguns dias de evolução da doença.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais achados na TC de uma pancreatite aguda?

Os achados incluem aumento focal ou difuso do pâncreas, contornos mal definidos, heterogeneidade do parênquima e densificação (borramento) da gordura peripancreática. Também podem ser vistas coleções líquidas agudas, líquido livre na cavidade e espessamento de fáscias renais.

Quando a tomografia com contraste é indicada na pancreatite aguda?

A TC com contraste endovenoso é fundamental para avaliar a perfusão do parênquima pancreático, sendo o método de escolha para detectar necrose. É indicada em pacientes com critérios de gravidade (ex: Ranson, APACHE II) ou que não apresentam melhora clínica após 48-72 horas de tratamento.

Como a TC ajuda a diferenciar pancreatite edematosa de necrotizante?

Na pancreatite edematosa intersticial, o pâncreas realça de forma homogênea após a injeção de contraste. Na pancreatite necrotizante, áreas do parênquima não apresentam realce (hipocaptantes), indicando ausência de perfusão sanguínea e, consequentemente, necrose tecidual.

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