PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2022
Você atende um paciente de 54 anos com quadro de dor abdominal. Ele refere que a dor teve início há 2 dias, sendo irradiada para o dorso e de forte intensidade. Ao exame físico, você detecta a presença de equimose periumbilical. Diante da suspeita de Pancreatite Aguda, assinale a alternativa CORRETA.
Pancreatite aguda grave: PCR > 150 mg/L no 3º dia → mau prognóstico.
A Proteína C Reativa é um marcador inflamatório útil na avaliação prognóstica da pancreatite aguda, especialmente quando seus níveis persistem elevados após 48-72 horas do início dos sintomas, indicando maior risco de complicações e gravidade.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória grave do pâncreas, frequentemente associada a dor abdominal intensa e irradiada para o dorso. Sua etiologia mais comum é biliar ou alcoólica. O reconhecimento precoce de sinais de gravidade, como o sinal de Cullen (equimose periumbilical) ou Grey Turner (equimose nos flancos), é crucial para o manejo adequado e para antecipar possíveis complicações. O diagnóstico da pancreatite aguda é primariamente clínico e laboratorial, com elevação de amilase e lipase séricas em mais de três vezes o limite superior da normalidade. A estratificação de risco e prognóstico é fundamental, e marcadores como a Proteína C Reativa (PCR) desempenham um papel importante. Níveis de PCR acima de 150 mg/L no terceiro dia de evolução são indicativos de maior gravidade e risco de desenvolver necrose pancreática ou falência orgânica. O tratamento inicial foca em suporte intensivo, hidratação venosa agressiva e analgesia. A nutrição enteral precoce é preferível à parenteral, quando possível. O uso de antibióticos profiláticos não é recomendado, sendo reservado para casos de necrose infectada comprovada. O acompanhamento da PCR e outros escores de gravidade auxilia na tomada de decisões clínicas e na identificação de pacientes que necessitam de intervenções mais agressivas.
Sinais como equimose periumbilical (Cullen) ou nos flancos (Grey Turner) indicam hemorragia retroperitoneal e são marcadores de gravidade. Outros critérios incluem Ranson, APACHE II, BISAP.
A PCR é um marcador inflamatório que, quando > 150 mg/L no terceiro dia, indica maior risco de pancreatite grave e complicações sistêmicas ou locais.
Não, a ultrassonografia é útil para investigar a etiologia biliar, mas a tomografia computadorizada é mais sensível para avaliar a extensão da inflamação e necrose, embora o diagnóstico seja clínico-laboratorial.
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