UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2024
Em relação ao tratamento cirúrgico na pancreatite aguda, assinale a alternativa CORRETA:
Pancreatite aguda grave com necrose infectada → abordagem cirúrgica em etapas (step-up approach) melhora desfechos.
Na pancreatite aguda com necrose infectada, a abordagem cirúrgica "step-up" (em etapas), que prioriza métodos menos invasivos como drenagem percutânea antes da necrosectomia, quando necessária, tem demonstrado melhores resultados e menor morbimortalidade em comparação com a cirurgia aberta precoce.
O tratamento da pancreatite aguda, especialmente em casos de necrose pancreática, tem evoluído significativamente. Antigamente, a necrosectomia aberta precoce era uma prática comum, mas estudos demonstraram que essa abordagem estava associada a altas taxas de morbimortalidade devido ao estado inflamatório sistêmico e à dificuldade de delimitar o tecido necrótico. Atualmente, a abordagem "step-up" (em etapas) é o padrão-ouro para o tratamento da necrose pancreática infectada. Essa estratégia preconiza iniciar com medidas menos invasivas, como a drenagem percutânea guiada por imagem para controlar a infecção e o acúmulo de fluidos. Se o paciente não apresentar melhora clínica ou se a infecção persistir, pode-se progredir para necrosectomia minimamente invasiva (por exemplo, via endoscópica ou laparoscópica) e, em último caso, para a necrosectomia aberta. Essa abordagem gradual permite que o paciente se estabilize, que o tecido necrótico se delimite melhor e que a intervenção cirúrgica seja realizada no momento mais oportuno, minimizando o trauma e as complicações. A escolha do momento e da técnica cirúrgica é crucial para o desfecho do paciente, e a tendência atual é sempre priorizar a menor invasividade possível.
A cirurgia é geralmente indicada na pancreatite aguda complicada por necrose infectada, síndrome compartimental abdominal refratária, ou em casos de colecistite aguda biliar como causa da pancreatite.
A abordagem "step-up" consiste em iniciar com métodos menos invasivos, como drenagem percutânea, e progredir para necrosectomia minimamente invasiva ou aberta apenas se houver falha ou piora clínica, visando reduzir a morbimortalidade.
A cirurgia precoce, especialmente a necrosectomia aberta, está associada a maior morbimortalidade devido à inflamação sistêmica e à dificuldade de diferenciar tecido necrótico de viável, sendo preferível postergar a intervenção até a necrose estar bem delimitada.
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