HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2025
Na pancreatite aguda, necessitamos estratificar a gravidade para que possamos definir a melhor conduta para cada caso. Assim, assinale a alternativa correta:
Pancreatite grave com necrose infectada → drenagem percutânea/endoscópica após 2-3 semanas e falha ATB.
Na pancreatite aguda grave com necrose infectada, a intervenção (drenagem percutânea ou endoscópica) deve ser postergada por 2-3 semanas, permitindo a delimitação da necrose. A cirurgia aberta é geralmente reservada para falha dessas abordagens minimamente invasivas.
A pancreatite aguda é uma inflamação do pâncreas que varia de leve a grave, com potencial para complicações sistêmicas e locais. A estratificação da gravidade é crucial para guiar o manejo, sendo um tema central na formação médica e em exames de residência. A fisiopatologia envolve a ativação prematura de enzimas pancreáticas, levando à autodigestão do órgão. O diagnóstico baseia-se em dor abdominal característica, elevação de amilase/lipase e achados de imagem. A suspeita de gravidade aumenta com sinais de falência orgânica, necrose ou coleções. O tratamento da pancreatite aguda grave é complexo. A necrose infectada é uma complicação séria, e a conduta preferencial é a drenagem minimamente invasiva (percutânea ou endoscópica) após um período de observação de 2-3 semanas e falha da antibioticoterapia, para permitir a delimitação da necrose. A nutrição enteral é a via preferencial, mesmo em casos graves, pois é mais fisiológica e reduz complicações. A cirurgia aberta é reservada para casos selecionados, como falha das abordagens minimamente invasivas ou síndrome compartimental abdominal. Em pancreatite biliar, a colecistectomia é essencial para prevenir recorrências.
A necrose infectada na pancreatite aguda deve ser abordada preferencialmente após 2-3 semanas do início do quadro, permitindo a maturação e delimitação da coleção, o que favorece abordagens minimamente invasivas como a drenagem percutânea ou endoscópica.
A nutrição enteral é preferível à parenteral na pancreatite aguda grave, pois mantém a integridade da barreira intestinal, reduz a translocação bacteriana e estimula a função intestinal, diminuindo o risco de infecções e complicações.
Sim, após um episódio de pancreatite aguda biliar, mesmo que leve, a colecistectomia é fortemente recomendada para prevenir recorrências. Deve ser realizada preferencialmente durante a mesma internação ou precocemente após a recuperação.
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