Pancreatite Aguda: Diferenças entre Necrosante e Edematosa

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2022

Enunciado

No que se refere à pancreatite aguda, assinale alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A pancreatite necrosante precisa de intervenção cirúrgica o mais brevemente possível do seu diagnóstico.
  2. B) A pancreatite necrosante apresenta coleção peripancreática diferente da pancreatite aguda edematosa intersticial ao exame tomográfico.
  3. C) As complicações tardias na pancreatite necrosante (acima de quatro semanas) são representadas pelas coleções fluidas e pelos pseudocistos.
  4. D) O pseudocisto é a complicação tardia mais comum após a pancreatite necrosante.
  5. E) A intervenção diante de complicações da pancreatite necrosante deve ser realizada por cirurgia, pois o acesso percutâneo ou endoscópico não é eficaz para a remoção da necrose.

Pérola Clínica

Pancreatite necrosante ≠ pancreatite edematosa intersticial na TC (coleções peripancreáticas).

Resumo-Chave

A pancreatite aguda necrosante se diferencia da pancreatite edematosa intersticial principalmente pela presença de necrose do parênquima pancreático e/ou tecidos peripancreáticos, que é visível em exames de imagem como a tomografia computadorizada, caracterizando coleções peripancreáticas com componentes sólidos.

Contexto Educacional

A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas que pode variar de leve a grave. É classificada principalmente em pancreatite edematosa intersticial (a forma mais comum e geralmente leve) e pancreatite necrosante (mais grave, com necrose do parênquima pancreático e/ou tecidos peripancreáticos). O diagnóstico e a diferenciação entre essas formas são cruciais para o manejo adequado e o prognóstico do paciente. A diferenciação entre pancreatite edematosa intersticial e necrosante é fundamentalmente realizada por exames de imagem, como a tomografia computadorizada (TC) com contraste. Na pancreatite edematosa, a TC mostra um pâncreas aumentado e edemaciado, com coleções fluidas peripancreáticas homogêneas. Já na pancreatite necrosante, a TC revela áreas de não captação de contraste, indicando necrose, e as coleções peripancreáticas podem conter componentes sólidos (detritos necróticos), sendo denominadas coleções necróticas agudas ou necrose encapsulada (walled-off necrosis) em fases mais tardias. O manejo da pancreatite aguda necrosante é inicialmente conservador, com suporte clínico intensivo. A intervenção (drenagem percutânea, endoscópica ou cirúrgica) é reservada para casos de necrose infectada ou sintomas persistentes, preferencialmente após 4 semanas do início do quadro, quando a necrose tende a se delimitar. As complicações tardias incluem pseudocistos e coleções necróticas encapsuladas, que podem requerer intervenção se sintomáticas ou infectadas.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais achados tomográficos que diferenciam a pancreatite necrosante da edematosa?

Na pancreatite necrosante, a tomografia computadorizada (TC) revela áreas de não captação de contraste no pâncreas e/ou nos tecidos peripancreáticos, indicando necrose. Na edematosa, há apenas edema e aumento do pâncreas, sem necrose.

Quando a intervenção cirúrgica é indicada na pancreatite necrosante?

A intervenção cirúrgica na pancreatite necrosante é geralmente indicada em casos de necrose infectada confirmada ou suspeita, ou quando há sintomas persistentes e falha do tratamento conservador, preferencialmente após 4 semanas do início do quadro.

Quais são as complicações tardias mais comuns da pancreatite aguda?

As complicações tardias mais comuns da pancreatite aguda incluem pseudocistos pancreáticos, coleções fluidas encapsuladas (Walled-off Necrosis - WON na necrosante), fístulas e estenoses ductais, e necrose infectada.

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