Pancreatite Aguda Necrosante: Manejo e Antibióticos

UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2016

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 45 anos de idade, diagnóstico prévio de litíase vesicular, com relato de dor abdominal intensa em andar superior do abdome com irradiação para o dorso há 24 horas, associada a náuses, vômitos, distensão abdominal, desidratada, taquicárdica, dor à palpação de todo abdome, em especial no epigástrio. Realizou exames laboratoriais que evidenciaram elevação da amilase e lipase (8x valor normal) e leucocitose 17.000/mm³. Com diagnóstico de pancreatite biliar aguda, foi encaminhada à Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Em relação ao caso, assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas

  1. A) Na tomografia computadorizada com realce de contraste (CT-dinâmico), as coleções necróticas agudas se apresentam com aspecto heterogêneo, contendo quantidades variadas de tecidos necróticos e fluidos, podem ser únicas ou múltiplas, embora na fase inicial da doença possam apresentar um aspecto homogêneo duvidoso.
  2. B) A necrose encapsulada (circunscrita) ou walled-off necrosis é representada por uma coleção encapsulada, delimitada por uma parede de tecido inflamatório, contendo tecido necrótico pancreático e/ou peripancreático; comumente a maturação de sua parede inflamatória ocorre após 4 semanas de evolução de uma pancreatite aguda necrosante. 
  3. C) O manejo escalonado (step-up) da necrose infectada leva em consideração a realização prioritária de procedimentos de drenagem percutânea ou endoscópica transluminal, seguida pelo debridamento retroperitoneal videoassistido ou endoscópico transgástrico, quando a drenagem falha em controlar a sepse.
  4. D) O emprego de antibióticos (carbapenêmicos) de forma preemptiva é considerado consensual e eficaz para profilaxia da infecção da necrose pancreática e/ou peripancreática, a fim de minimizar o risco de sepse tardia, falência orgânica e morte na pancreatite aguda.
  5. E) Após um episódio de pancreatite biliar aguda, recomenda-se a realização de colecistectomia ou da esficterotomia endoscópica para prevenir novos surtos de pancreatite aguda; por outro lado, a colecistectomia é capaz de prevenir também crises de cólicas biliares, colecistite aguda ou crônica, bem como outras complicações inerentes à litíase vesicular. 

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