CEPOA - Centro de Estudos e Pesquisas Oculistas Associados (RJ) — Prova 2020
Na pancreatite aguda, são marcadores clínicos de gravidade, exceto:
Idade > 45 anos NÃO é marcador isolado de gravidade na pancreatite aguda; outros critérios são mais específicos.
Embora a idade avançada seja um fator de risco geral para piores desfechos em muitas doenças, na pancreatite aguda, a idade > 45 anos não é um marcador clínico de gravidade isolado nos sistemas de pontuação mais utilizados, como Ranson ou APACHE II, que focam em parâmetros mais agudos.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas que pode variar de leve e autolimitada a grave e fatal. A identificação precoce dos marcadores de gravidade é crucial para estratificar o risco, guiar o manejo e otimizar os desfechos dos pacientes. Diversos sistemas de pontuação, como os Critérios de Ranson e o escore APACHE II, são utilizados para essa finalidade, avaliando parâmetros clínicos e laboratoriais. Entre os marcadores de gravidade, destacam-se a presença de falência orgânica (respiratória, renal, cardiovascular), necrose pancreática (detectada por tomografia computadorizada), e fatores como IMC > 30 kg/m² (obesidade), que se associa a maior risco de necrose e complicações. O sangramento digestivo, embora menos comum, é uma complicação grave que indica um curso desfavorável. Pacientes em pós-operatório também têm maior risco de desenvolver pancreatite aguda grave devido ao estresse cirúrgico e manipulação abdominal. A idade, embora seja um fator de risco para morbimortalidade em geral, não é um marcador de gravidade isolado nos sistemas de pontuação mais específicos para pancreatite aguda. É importante diferenciar fatores de risco gerais de marcadores de gravidade que influenciam diretamente o prognóstico agudo da doença. O reconhecimento desses marcadores permite uma abordagem mais agressiva, incluindo monitoramento intensivo e intervenções precoces, visando reduzir a mortalidade e as complicações.
Os principais sistemas de pontuação incluem os Critérios de Ranson (avaliados na admissão e em 48 horas), o escore APACHE II (avaliado nas primeiras 24 horas) e o escore BISAP. Além disso, a presença de falência orgânica e necrose pancreática são indicadores de gravidade.
Pacientes com IMC elevado (obesidade) tendem a ter uma resposta inflamatória mais intensa, maior risco de necrose pancreática, falência orgânica e complicações infecciosas, resultando em um curso mais grave da doença.
Marcadores de pior prognóstico incluem falência orgânica persistente, necrose pancreática extensa (especialmente se infectada), sangramento digestivo, presença de coleções líquidas peripancreáticas e desenvolvimento de síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SIRS).
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