Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2020
Paciente masculino de 50 anos, com história de etilismo, chega a UPA com quadro de dor abdominal em faixa de forte intensidade e vômitos. Tem dor à palpação epigástrica e está afebril. Estável hemodinamicamente. Os exames demonstram um hemograma com 15.000 leucócitos, amilase de 1.200 mg/dl e glicemia de 145 mg/dl. Qual a conduta mais correta?
Pancreatite aguda (etilismo, dor em faixa, amilase ↑) → internação, hidratação IV agressiva, analgesia e jejum. ATB não é rotina em casos leves.
O quadro clínico e laboratorial (etilismo, dor em faixa, vômitos, amilase >3x LSN) é altamente sugestivo de pancreatite aguda. A conduta inicial e essencial inclui internação hospitalar para monitoramento, hidratação intravenosa agressiva para prevenir complicações, analgesia para controle da dor intensa e jejum para repouso pancreático. Antibióticos não são indicados rotineiramente na pancreatite aguda leve, apenas em casos de infecção comprovada ou necrose infectada.
A pancreatite aguda é uma inflamação do pâncreas que pode variar de leve a grave, sendo o etilismo e a colelitíase as causas mais comuns. Para residentes, é fundamental reconhecer o quadro clínico (dor abdominal em faixa, vômitos, dor epigástrica) e laboratorial (elevação de amilase e/ou lipase >3x o limite superior da normalidade) para um diagnóstico e manejo precoces. A identificação da etiologia é crucial para a prevenção de recorrências. A fisiopatologia envolve a ativação prematura de enzimas pancreáticas, levando à autodigestão do órgão. O manejo inicial foca em medidas de suporte para controlar a inflamação e prevenir complicações. A hidratação intravenosa vigorosa é a pedra angular do tratamento, visando manter a perfusão pancreática e sistêmica. A analgesia adequada é essencial para o conforto do paciente, e o jejum oral permite o repouso do pâncreas, com a dieta sendo reintroduzida gradualmente conforme a tolerância. O prognóstico da pancreatite aguda leve é geralmente bom com o tratamento de suporte adequado, enquanto a pancreatite grave pode levar a complicações sérias e alta mortalidade. O residente deve estar atento aos sinais de piora clínica e complicações, como necrose pancreática, formação de pseudocistos ou infecção. A alta hospitalar é considerada após melhora clínica significativa, controle da dor e tolerância à dieta oral, sem necessidade de antibioticoterapia se não houver infecção comprovada.
Os pilares do tratamento inicial da pancreatite aguda incluem hidratação intravenosa agressiva para manter a perfusão orgânica, analgesia potente para controlar a dor intensa, e jejum oral para repouso pancreático, com progressão gradual da dieta conforme a melhora clínica.
A antibioticoterapia não é indicada de rotina na pancreatite aguda. Ela deve ser considerada apenas em casos de infecção comprovada (por exemplo, necrose infectada, colangite concomitante) ou em pacientes com sepse de origem biliar, após coleta de culturas.
A hidratação intravenosa agressiva é crucial na pancreatite aguda para repor as perdas de fluidos para o terceiro espaço e prevenir a hipovolemia, que pode levar à isquemia pancreática e disfunção orgânica. A meta é manter uma boa diurese e estabilidade hemodinâmica.
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