UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2021
São medidas empregadas no tratamento clínico da pancreatite aguda leve, EXCETO:
Pancreatite aguda leve: antibioticoprofilaxia NÃO indicada; foco em hidratação, analgesia e suporte nutricional precoce.
A antibioticoprofilaxia não é recomendada na pancreatite aguda leve, pois não demonstrou benefício na redução de complicações infecciosas e pode selecionar cepas resistentes. O tratamento baseia-se em suporte, como hidratação venosa agressiva, analgesia adequada e início precoce da dieta oral.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas que pode variar de leve a grave. A forma leve, que corresponde à maioria dos casos, geralmente tem um curso benigno e boa resposta ao tratamento de suporte. É crucial para o residente de medicina compreender as diretrizes de manejo para otimizar o cuidado e evitar intervenções desnecessárias. O diagnóstico da pancreatite aguda baseia-se na presença de dois dos três critérios: dor abdominal característica, elevação de amilase e/ou lipase séricas em pelo menos três vezes o limite superior da normalidade, e achados de imagem compatíveis. A classificação de gravidade (leve, moderadamente grave, grave) é fundamental para guiar a conduta, sendo a pancreatite leve caracterizada pela ausência de falência orgânica e complicações locais ou sistêmicas. O tratamento da pancreatite aguda leve foca em medidas de suporte: hidratação venosa vigorosa para manter a perfusão tecidual, analgesia adequada para controle da dor (muitas vezes com opioides), e suporte nutricional. A dieta oral deve ser reintroduzida precocemente, assim que o paciente tolerar, preferencialmente com alimentos de baixo teor de gordura. A antibioticoprofilaxia não é recomendada na pancreatite aguda leve, pois não há evidências de benefício e pode contribuir para a resistência antimicrobiana.
Os pilares incluem reposição volêmica agressiva, analgesia eficaz, e suporte nutricional precoce, preferencialmente por via oral, assim que tolerado.
A antibioticoprofilaxia não é indicada porque estudos não demonstraram benefício na redução de mortalidade ou complicações infecciosas, podendo, inclusive, aumentar a resistência bacteriana.
A dieta oral pode ser reiniciada precocemente, assim que o paciente apresentar melhora da dor abdominal e ausência de náuseas/vômitos, geralmente com dieta hipolipídica.
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