PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2025
Sobre o manejo da pancreatite aguda leve, qual das alternativas abaixo é correta?
Pancreatite aguda leve → introduzir alimentação oral precoce assim que dor/náuseas permitirem.
Na pancreatite aguda leve, a introdução precoce da alimentação oral é segura e benéfica, pois estimula a função intestinal e reduz o risco de complicações infecciosas, desde que o paciente apresente melhora clínica dos sintomas.
A pancreatite aguda leve é uma condição inflamatória do pâncreas que, embora possa ser dolorosa, geralmente tem um curso benigno e sem complicações graves. O manejo inicial foca em suporte, analgesia e hidratação venosa agressiva. Um dos pilares do tratamento moderno é a introdução precoce da alimentação oral. A fisiopatologia da pancreatite envolve a autodigestão do pâncreas por enzimas ativadas prematuramente. No entanto, o jejum prolongado não demonstrou benefício e pode até ser prejudicial, levando à atrofia da mucosa intestinal e translocação bacteriana. A alimentação oral deve ser iniciada assim que o paciente apresentar melhora da dor abdominal e das náuseas, geralmente com dieta líquida ou pastosa e progressão gradual. A antibioticoterapia profilática não é indicada na pancreatite aguda leve, pois não reduz a mortalidade nem a incidência de infecções. A nutrição parenteral é reservada para casos graves em que a nutrição enteral não é tolerada por um período prolongado. Para pancreatite aguda de etiologia biliar, a colecistectomia é recomendada durante o mesmo internamento para prevenir novos episódios.
A alimentação oral precoce, assim que a dor e as náuseas permitirem, é importante para manter a integridade da barreira intestinal, prevenir a translocação bacteriana e reduzir o risco de complicações infecciosas, além de diminuir o tempo de internação.
Não, a nutrição parenteral é geralmente evitada na pancreatite aguda leve. A nutrição enteral é preferível quando a via oral não é possível, mas na forma leve, a alimentação oral precoce é a conduta padrão.
Em casos de pancreatite aguda biliar leve, a colecistectomia é recomendada durante o mesmo internamento, após a resolução do quadro agudo, para prevenir recorrências. Em casos graves, pode ser adiada.
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