CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2020
Invariavelmente em algum momento da internação de um paciente com diagnóstico de pancreatite aguda, haverá o parecer solicitado ao cirurgião, portanto o conhecimento de critérios cirúrgicos e manejos específicos passam a ter relevância, principalmente nos casos de gravidade moderada ou elevada; podemos, portanto, considerar verdadeira a alternativa:
Pancreatite aguda: necrose infectada ou estéril sintomática → indicação cirúrgica, imediata se instabilidade.
As principais indicações cirúrgicas na pancreatite aguda são a necrose pancreática infectada e a necrose estéril que causa sintomas persistentes ou falência orgânica. A intervenção pode ser imediata em casos de instabilidade hemodinâmica grave, mas geralmente busca-se postergar para permitir a demarcação da necrose.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória grave do pâncreas, cujo manejo pode envolver intervenções cirúrgicas em casos específicos. O conhecimento dos critérios cirúrgicos é crucial, especialmente em situações de gravidade moderada a elevada. A principal indicação para cirurgia é a necrose pancreática infectada, que é uma complicação séria com alta morbimortalidade e exige desbridamento do tecido necrótico. A necrose estéril, por si só, não é uma indicação cirúrgica imediata, mas pode se tornar se o paciente apresentar sintomas persistentes, como dor intratável, ou falência orgânica progressiva que não responde ao tratamento clínico. Nesses casos, abordagens minimamente invasivas, como a videolaparoscopia ou a necrosectomia retroperitoneal, são preferidas em relação à cirurgia aberta, quando possível, para reduzir a morbimortalidade. A intervenção cirúrgica imediata é reservada para situações de instabilidade hemodinâmica refratária ou síndrome compartimental abdominal. Para a pancreatite aguda de origem biliar, a colecistectomia é indicada para prevenir recorrências. Em casos leves, deve ser realizada na mesma internação. Em casos graves, é adiada até a estabilização do paciente. É importante ressaltar que o uso profilático de antibióticos em pancreatite aguda não é recomendado, pois não há evidências de benefício na redução da morbimortalidade e pode promover resistência bacteriana.
As principais indicações cirúrgicas na pancreatite aguda são a necrose pancreática infectada, confirmada por cultura, e a necrose estéril que causa sintomas persistentes, como dor intratável, ou falência orgânica progressiva. A instabilidade hemodinâmica grave pode exigir intervenção mais precoce.
Em casos de pancreatite aguda biliar leve, a colecistectomia é recomendada durante a mesma internação para prevenir recorrências. Em casos de pancreatite biliar grave, a colecistectomia é geralmente adiada até a resolução da inflamação aguda e estabilização do paciente, mas não há um prazo fixo de 4 semanas.
Não, o uso profilático de antibióticos não é recomendado em pacientes com pancreatite aguda, mesmo na presença de necrose estéril, pois não demonstrou reduzir a morbimortalidade e pode levar ao desenvolvimento de resistência bacteriana.
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