FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2025
A avaliação da gravidade da pancreatite aguda pode ser feita por diversos critérios. Sobre isso, há as seguintes afirmativas:I. A Proteína C Reativa (PCR) acima de 250mg/dl em 48 horas indica alto risco de necrose pancreática.II. O balanço hídrico diário é de significativa relevância para a avaliação da gravidade da pancreatite aguda.III. Critérios como Sequential Organ Failure Assessment (SOFA), Marshall e Acute Physiology and Chronic Health Evalution (APACHE) II são utilizados para avaliar complicações sistêmicas.Dessa forma, é CORRETO afirmar:
Pancreatite aguda grave: Balanço hídrico diário e escores SOFA/Marshall/APACHE II são cruciais para avaliação.
A avaliação da gravidade da pancreatite aguda é multifatorial, incluindo parâmetros clínicos, laboratoriais e escores prognósticos. O balanço hídrico reflete a resposta inflamatória sistêmica e a necessidade de fluidos, enquanto escores como SOFA, Marshall e APACHE II quantificam a disfunção orgânica.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas que pode variar de leve e autolimitada a grave e potencialmente fatal, com complicações locais e sistêmicas. A avaliação precoce da gravidade é fundamental para estratificar o risco, guiar o manejo e prever o prognóstico. Diversos critérios clínicos, laboratoriais e radiológicos são empregados para essa finalidade. Entre os marcadores e critérios, a Proteína C Reativa (PCR) é um indicador inflamatório que, quando persistentemente elevada (ex: > 150 mg/L ou 15 mg/dL após 48 horas do início dos sintomas), sugere maior risco de desenvolver pancreatite grave e necrose pancreática. O balanço hídrico diário é de significativa relevância, pois a pancreatite grave cursa com uma resposta inflamatória sistêmica que pode levar a grande extravasamento de fluidos para o terceiro espaço, exigindo reposição volêmica agressiva e monitoramento rigoroso. Além disso, escores prognósticos como o APACHE II (Acute Physiology and Chronic Health Evaluation II), o SOFA (Sequential Organ Failure Assessment) e os Critérios de Marshall modificados são amplamente utilizados para avaliar a presença e a gravidade da disfunção orgânica sistêmica, que é um dos principais determinantes da mortalidade na pancreatite aguda. A combinação desses critérios permite uma avaliação mais completa e precisa, auxiliando na tomada de decisões clínicas e na alocação de recursos.
Os escores mais utilizados para avaliar a gravidade e prever complicações sistêmicas na pancreatite aguda incluem o APACHE II (Acute Physiology and Chronic Health Evaluation II), o SOFA (Sequential Organ Failure Assessment) e os Critérios de Marshall modificados.
O balanço hídrico diário é crucial na pancreatite aguda, pois a resposta inflamatória sistêmica pode levar a extravasamento capilar e formação de terceiro espaço, exigindo reposição volêmica agressiva. Um balanço hídrico negativo ou neutro é geralmente um bom indicador.
A PCR é um marcador inflamatório útil, e níveis elevados (geralmente > 150 mg/L ou 15 mg/dL em 48 horas) podem indicar maior risco de pancreatite grave e necrose. No entanto, deve ser interpretada em conjunto com outros critérios clínicos e de imagem.
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