Pancreatite Aguda Grave: Reconhecimento e Manejo na UTI

SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2020

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 60 anos de idade, chega ao hospital com quadro de dor abdominal localizada em epigástrio e/ou periumbilical, que irradia para as costas, acompanhada de vômitos. Nega febre, não urinou nas últimas 12 horas e refere evacuação normal. Ao exame físico a paciente apresenta mucosas secas, turgor de pele reduzido, frequência cardíaca de 90bpm e PA 90 x 50 mmHg, abdômen distendido doloroso a palpação difusamente com presença de equimoses nos flancos e periumbilical. Assinale a alternativa correta em relação ao caso em questão.

Alternativas

  1. A) A principal hipótese diagnóstica é de pancreatite crônica e a paciente deve ser encaminhada para realizar exames de ressonância magnética e ultrasom endoscópico.
  2. B) A principal hipótese diagnóstica é de pancreatite aguda e a paciente deve ser encaminhada para tratamento cirúrgico imediato.
  3. C) A principal hipótese diagnóstica é de pancreatite crônica e a paciente deve ser encaminhada para tratamento cirúrgico imediato.
  4. D) A principal hipótese diagnóstica é de pancreatite aguda e a paciente deve ser encaminhada imediatamente para unidade de terapia intensiva.

Pérola Clínica

Dor epigástrica irradiando para costas + vômitos + sinais de choque + equimoses (Cullen/Grey Turner) = Pancreatite Aguda Grave → UTI.

Resumo-Chave

A paciente apresenta um quadro clássico de pancreatite aguda, com dor característica e vômitos. A presença de sinais de choque (hipotensão, taquicardia, desidratação grave) e equimoses nos flancos (Sinal de Grey Turner) e periumbilical (Sinal de Cullen) indica uma pancreatite aguda grave, com extravasamento de fluidos e hemorragia retroperitoneal, exigindo internação imediata em UTI para suporte intensivo.

Contexto Educacional

A pancreatite aguda é uma inflamação do pâncreas que pode variar de leve a grave, com potencial para falência de múltiplos órgãos e alta mortalidade. O quadro clínico clássico envolve dor abdominal intensa em epigástrio, irradiando para as costas, acompanhada de náuseas e vômitos. A etiologia mais comum é biliar ou alcoólica. A identificação precoce da gravidade é crucial para o manejo. A paciente do caso apresenta sinais de choque hipovolêmico (hipotensão, taquicardia, desidratação) e equimoses nos flancos (Sinal de Grey Turner) e periumbilical (Sinal de Cullen), que são indicativos de pancreatite aguda grave com extravasamento de fluidos e hemorragia retroperitoneal. Esses achados sugerem uma resposta inflamatória sistêmica intensa e a necessidade de intervenção imediata para estabilização. A conduta para pancreatite aguda grave é o suporte intensivo. Isso inclui ressuscitação volêmica vigorosa, controle da dor, suporte nutricional e monitorização contínua em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O tratamento cirúrgico não é a abordagem inicial para a pancreatite aguda em si, mas pode ser necessário para complicações como necrose infectada ou coleções pancreáticas. A internação em UTI é imperativa para otimizar o prognóstico.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de gravidade na pancreatite aguda?

Sinais de gravidade na pancreatite aguda incluem hipotensão, taquicardia, desidratação, oligúria, e a presença de equimoses nos flancos (Sinal de Grey Turner) ou periumbilical (Sinal de Cullen), que indicam hemorragia retroperitoneal.

Quando a pancreatite aguda requer internação em UTI?

A pancreatite aguda requer internação em UTI quando há sinais de falência orgânica (choque, insuficiência renal, respiratória), necrose pancreática extensa ou outras complicações graves que demandam monitorização intensiva e suporte hemodinâmico.

Qual a conduta inicial para um paciente com pancreatite aguda grave?

A conduta inicial para pancreatite aguda grave inclui ressuscitação volêmica agressiva com cristaloides, analgesia potente, suporte nutricional, monitorização hemodinâmica e, se necessário, suporte para falência orgânica em UTI. O tratamento cirúrgico não é a conduta inicial, sendo reservado para complicações específicas.

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