IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2023
A Pancreatite Aguda (PA) é uma doença que consiste num processo inflamatório do pâncreas, com envolvimento variável de outros tecidos e órgãos regionais ou a distância. A classificação de Atlanta divide em forma não grave e grave. O paciente é considerado com PA grave quando há:
PA grave = falência orgânica (respiratória, renal, cardiovascular) ou complicações locais. PaO2 ≤ 60 mmHg = insuficiência respiratória.
A classificação de Atlanta define pancreatite aguda grave pela presença de falência orgânica (respiratória, renal, cardiovascular) ou complicações locais como necrose infectada. A insuficiência respiratória é caracterizada por PaO2 ≤ 60 mmHg, um critério de falência orgânica.
A Pancreatite Aguda (PA) é uma condição inflamatória grave do pâncreas, com um espectro clínico que varia de formas leves e autolimitadas a quadros graves com falência de múltiplos órgãos e alta mortalidade. A Classificação de Atlanta, revisada em 2012, é a ferramenta mais utilizada para estratificar a gravidade da PA, orientando o manejo e o prognóstico. Ela divide a PA em leve, moderadamente grave e grave, com base na presença e duração da falência orgânica e nas complicações locais. A falência orgânica é definida pela disfunção de um ou mais sistemas (respiratório, cardiovascular, renal) e é um marcador crítico de gravidade. A insuficiência respiratória, especificamente, é caracterizada por uma PaO2 menor ou igual a 60 mmHg. A persistência da falência orgânica por mais de 48 horas é um indicador de PA grave, associada a um pior prognóstico. Além da falência orgânica, a presença de complicações locais, como necrose pancreática (estéril ou infectada), pseudocistos ou abscessos, também contribui para a classificação de gravidade. O reconhecimento precoce dos critérios de gravidade é fundamental para o manejo adequado da PA, permitindo a identificação de pacientes que necessitam de cuidados intensivos e intervenções específicas. Residentes devem dominar a Classificação de Atlanta para uma avaliação precisa e um plano terapêutico eficaz, visando reduzir a morbimortalidade associada a essa complexa doença.
Os principais sinais de falência orgânica na Pancreatite Aguda incluem insuficiência respiratória (PaO2 ≤ 60 mmHg), insuficiência renal (creatinina ≥ 1,9 mg/dL não responsiva a fluidos) e choque cardiovascular (PAS < 90 mmHg não responsiva a fluidos).
A Classificação de Atlanta define Pancreatite Aguda grave pela presença de falência orgânica persistente (duração > 48 horas) ou complicações locais como necrose infectada, pseudocisto ou abscesso pancreático, que impactam significativamente o prognóstico.
A PA leve não tem falência orgânica nem complicações locais. A moderadamente grave tem falência orgânica transitória (< 48h) ou complicações locais sem falência orgânica persistente. A grave tem falência orgânica persistente (> 48h).
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