UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2020
Um homem de 48 anos é admitido com dor em faixa no andar superior do abdômen e vômitos. A amilase sérica é de 1200 U/L. Quatro dias após a admissão, a TC mostra necrose em 50% do parênquima pancreático, com extensão para o parênquima peripancreático. Sobre o tratamento cirúrgico da necrose pancreática associada à pancreatite aguda, é incorreto afirmar:
Necrose pancreática infectada → preferir necrosectomia minimamente invasiva; laparotomia precoce é contraindicada.
A laparotomia exploradora precoce para desbridamento pancreático na necrose estéril ou infectada é geralmente contraindicada devido à alta morbimortalidade. A conduta atual prioriza a abordagem minimamente invasiva e o retardo da intervenção cirúrgica até a delimitação da necrose.
A pancreatite aguda grave é uma condição séria, definida pela presença de falência de órgãos persistente (>48 horas), e ocorre em uma parcela significativa dos pacientes. A necrose pancreática é uma complicação comum, e quando infectada, aumenta substancialmente a morbimortalidade. O manejo desses pacientes é complexo e exige uma abordagem multidisciplinar. Historicamente, a laparotomia exploradora precoce para desbridamento era uma opção, mas estudos demonstraram que essa abordagem está associada a piores desfechos. A conduta atual preconiza uma abordagem conservadora inicial, com suporte intensivo. A intervenção cirúrgica, quando necessária para necrose infectada sintomática, deve ser postergada até que a necrose esteja bem delimitada (geralmente após 4 semanas). As técnicas minimamente invasivas, como a necrosectomia endoscópica transluminal ou a drenagem percutânea, são preferidas em relação à cirurgia aberta devido à menor morbidade. A colecistectomia em casos de pancreatite biliar deve ser retardada até a recuperação do episódio agudo, para evitar o risco de complicações adicionais em um paciente instável.
O tratamento cirúrgico é indicado para necrose infectada sintomática, mas a abordagem deve ser retardada o máximo possível, idealmente após 4 semanas, para permitir a delimitação da necrose e reduzir a morbimortalidade.
Métodos minimamente invasivos, como a necrosectomia endoscópica ou percutânea, são preferíveis à cirurgia aberta convencional, especialmente em pacientes sintomáticos com necrose infectada.
A colecistectomia é retardada para evitar complicações adicionais em um paciente já gravemente enfermo. Ela deve ser realizada após a recuperação completa do episódio agudo, idealmente antes da alta hospitalar, para prevenir recorrências.
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