Pancreatite Aguda Grave com Necrose: Manejo e Conduta

Pontifícia Universidade Católica do Paraná - Campus Curitiba — Prova 2015

Enunciado

Paciente de 60 anos, feminina, é admitida no pronto-socorro devido à dor abdominal em faixa, em andar superior do abdome, vômitos e icterícia. O abdome ao exame apresenta-se pouco distendido, flácido e com "massa" palpável em epigástrio. Exames laboratoriais: leucócitos: 18.000/mm3; amilase: 1.300 U/L e bilirrubina total de 4 mg/dl. A ecografia de abdome mostrou vesícula biliar distendida, com paredes de 4 mm, repleta de cálculos e colédoco de 0,6 cm de diâmetro. A TAC de abdome com contraste mostrou 50% de necrose do tecido pancreático. Essa paciente apresenta pancreatite aguda grave de etiologia biliar e:

Alternativas

  1. A) O tratamento é inicialmente clínico e a cirurgia deve ser postergada ao máximo possível. A punção desta necrose para diagnóstico de necrose estéril ou infectada é uma boa opção propedêutica.
  2. B) Há indicação de colecistectomia de imediato, mesmo com a necrose pancreática.
  3. C) Deve ser feita colecistectomia de urgência com colangiografia intraoperatória e necrosectomia nesse mesmo tempo cirúrgico.
  4. D) Deve ser feita coledocotomia de urgência e drenagem da via biliar com dreno tubular.
  5. E) Deve ser realizada laparotomia exploradora de urgência apenas para lavagem peritoneal, não realizando a colecistectomia nesse momento.

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