Sinal de Grey-Turner na Pancreatite Hemorrágica Grave

HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2026

Enunciado

Em um caso grave e raro de pancreatite hemorrágica, qual sinal semiológico pode ser esperado:

Alternativas

  1. A) Rovsing.
  2. B) Grey-Turner.
  3. C) Blumberg.
  4. D) Jobert.
  5. E) Charcot.

Pérola Clínica

Grey-Turner (flancos) e Cullen (periumbilical) → Pancreatite necro-hemorrágica ou hemoperitônio.

Resumo-Chave

O sinal de Grey-Turner indica extravasamento de exsudato hemorrágico do retroperitônio para o tecido subcutâneo dos flancos, sinalizando pancreatite grave.

Contexto Educacional

A pancreatite aguda é uma condição inflamatória com espectro clínico variável. Nos casos graves, a liberação de enzimas pancreáticas causa autodigestão tecidual e erosão vascular, levando à hemorragia. O sangue pode dissecar através do ligamento gastro-hepático e atingir o umbigo (Cullen) ou seguir pelo espaço pararenal posterior até os flancos (Grey-Turner). Na prática clínica, a identificação desses sinais semiológicos deve alertar imediatamente o médico para a possibilidade de falência orgânica iminente. O manejo envolve ressuscitação volêmica vigorosa, monitorização em UTI e avaliação de complicações locais como coleções fluidas e necrose infectada, seguindo os critérios de Atlanta revisados.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza o sinal de Grey-Turner?

O sinal de Grey-Turner é caracterizado por equimoses localizadas nos flancos. Ele resulta da disseminação de sangue do espaço retroperitoneal para o tecido subcutâneo, frequentemente associado a quadros de pancreatite aguda necro-hemorrágica, mas também pode ser visto em rupturas de aneurisma de aorta abdominal ou gravidez ectópica rota.

Qual a diferença entre o sinal de Grey-Turner e o sinal de Cullen?

A principal diferença é a localização anatômica da equimose. Enquanto o sinal de Grey-Turner manifesta-se nos flancos, o sinal de Cullen apresenta-se na região periumbilical. Ambos possuem a mesma fisiopatologia básica de hemorragia retroperitoneal ou intraperitoneal que se infiltra pelos planos fasciais até a pele.

Qual a importância clínica desses sinais na pancreatite?

Embora apresentem baixa sensibilidade (ocorrem em menos de 3% dos casos), sua presença é um forte indicador de gravidade e necrose pancreática. Estão associados a um aumento significativo na taxa de mortalidade e necessidade de cuidados em terapia intensiva, refletindo um processo inflamatório sistêmico agressivo.

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