UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Paciente masculino, 58 anos. Há três meses com forte dor epigástrica teve suspeita de IAM e transferido para hospital de referência. Após exames, feito diagnóstico de pancreatite aguda grave, ficou em coma por trinta dias e mais vinte em internação. É diabético, tabagista e etilista (500ml destilado/dia). Agora admitido no hospital com ausência de dor, mas com febre referida. Em D5 de tigeciclina. Com Hb 10,3, Ht 30,1 GB 15800 neutrófilos 84,2%. Considerando esse quadro com paciente já tratado com antibioticoterapia, a causa mais comum de febre na evolução a médio prazo da pancreatite aguda e sua forma de investigá-la seria
Pancreatite aguda grave + febre a médio prazo → Pseudocisto pancreático ou necrose infectada. Investigar com USG/TC/RM.
Em pacientes com pancreatite aguda grave que desenvolvem febre a médio prazo (após o período inicial de sepse sistêmica), as causas mais comuns são complicações locais como pseudocisto infectado ou necrose pancreática infectada. A investigação inicial pode ser com ultrassom para pseudocistos, mas a tomografia ou ressonância são mais acuradas para necrose.
A pancreatite aguda grave é uma condição inflamatória do pâncreas que pode levar a complicações sistêmicas e locais. É crucial para residentes compreender a evolução da doença e as possíveis causas de febre em diferentes fases. A febre na fase inicial (primeira semana) é frequentemente parte da resposta inflamatória sistêmica, enquanto a febre persistente ou que surge a médio prazo (após a primeira semana) geralmente sinaliza uma complicação infecciosa local. As complicações locais mais comuns que causam febre a médio prazo incluem o pseudocisto pancreático infectado e a necrose pancreática infectada. O pseudocisto é uma coleção de líquido pancreático encapsulada, que pode se infectar. A necrose pancreática infectada é uma condição grave com alta mortalidade, caracterizada pela infecção do tecido pancreático necrótico. O diagnóstico diferencial é fundamental para guiar a conduta terapêutica adequada. A investigação dessas complicações envolve exames de imagem. A ultrassonografia pode ser útil para pseudocistos, mas a tomografia computadorizada com contraste ou a ressonância magnética são os métodos de escolha para avaliar a extensão da necrose e a presença de coleções líquidas, além de guiar procedimentos de drenagem se necessário. O tratamento pode variar desde antibioticoterapia até intervenções cirúrgicas ou percutâneas, dependendo da natureza e extensão da complicação.
Após a fase inicial, a febre em pacientes com pancreatite aguda grave geralmente indica complicações locais, como pseudocisto pancreático infectado ou necrose pancreática infectada.
A ultrassonografia pode ser útil para identificar pseudocistos pancreáticos, mas a tomografia computadorizada ou ressonância magnética são mais sensíveis para detectar necrose e coleções infectadas.
Suspeita-se de necrose pancreática infectada em pacientes com pancreatite grave que apresentam deterioração clínica, febre persistente ou leucocitose após a primeira semana de doença.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo