Pancreatite Aguda: Classificação e Manejo Inicial

SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2025

Enunciado

Um paciente do sexo masculino, 45 anos, chega ao pronto-socorro com queixa de dor abdominal intensa, irradiando para as costas, acompanhada de náuseas e vômitos. O paciente tem história de cálculos biliares e consumo moderado de álcool. Ao exame físico, apresenta dor à palpação no epigastro. Exames laboratoriais mostram elevação significativa de amilase e lipase (acima de 3 vezes o limite superior da normalidade). Com base no Score de Marshall para classificação da gravidade da pancreatite aguda (Consenso de Atlanta) e na escolha do tratamento, assinale a afirmativa correta:

Alternativas

  1. A) A pancreatite aguda biliar pode ser classificada como leve, moderadamente grave ou grave, sendo a gravidade definida apenas pela presença de complicações locais.
  2. B) O tratamento inicial deve incluir a administração imediata de antibióticos intravenosos, a fim de prevenir infecção.
  3. C) O paciente deve ser submetido a uma colecistectomia imediata, uma vez que a pancreatite aguda biliar pode evoluir com colecistite aguda.
  4. D) O manejo inicial deve incluir a reidratação com fluidos intravenosos e monitoramento da função orgânica, considerando a gravidade da pancreatite com base nos critérios de Marshall.
  5. E) A abordagem cirúrgica é a primeira linha de tratamento, devido ao risco de recidiva da pancreatite.

Pérola Clínica

Pancreatite aguda: reidratação vigorosa e monitoramento orgânico são pilares do manejo inicial.

Resumo-Chave

A pancreatite aguda requer reidratação agressiva para prevenir isquemia e necrose. A gravidade é avaliada por critérios como o Score de Marshall, que guia o monitoramento e a necessidade de intervenções, mas antibióticos profiláticos não são rotina.

Contexto Educacional

A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas que pode variar de leve a grave, com potencial para falência orgânica e morte. Sua etiologia mais comum é biliar ou alcoólica. A compreensão da sua classificação e manejo é fundamental para residentes, pois o tratamento adequado nas fases iniciais impacta diretamente o prognóstico do paciente. O diagnóstico baseia-se na dor abdominal característica, elevação de amilase e lipase (pelo menos 3x o limite superior da normalidade) e achados de imagem. A classificação da gravidade, como o Consenso de Atlanta e o Score de Marshall, é crucial para estratificar o risco e guiar a terapia. O Score de Marshall avalia a falência orgânica em sistemas como respiratório, renal e cardiovascular. O manejo inicial foca na reidratação intravenosa agressiva, analgesia e suporte nutricional. A colecistectomia é indicada para pancreatite biliar, mas geralmente após a resolução do quadro agudo. Antibióticos profiláticos não são recomendados, sendo reservados para infecção comprovada. O monitoramento contínuo da função orgânica é essencial para identificar e tratar precocemente as complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para classificar a gravidade da pancreatite aguda?

A gravidade da pancreatite aguda é classificada pelo Consenso de Atlanta em leve, moderadamente grave e grave, utilizando critérios como falência orgânica (avaliada pelo Score de Marshall) e complicações locais ou sistêmicas.

Qual a conduta inicial mais importante no manejo da pancreatite aguda?

A conduta inicial mais importante é a reidratação vigorosa com fluidos intravenosos, geralmente cristaloides, para manter a perfusão tecidual e prevenir a progressão da inflamação e necrose. O monitoramento da função orgânica é crucial.

Quando são indicados antibióticos na pancreatite aguda?

Antibióticos não são indicados profilaticamente na pancreatite aguda. Eles devem ser considerados apenas em casos de necrose pancreática infectada comprovada ou suspeita, ou em outras infecções associadas, após cultura.

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