HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2015
Em um paciente com pancreatite aguda com necrose pancreática a escolha de antibioticoterapia deve priorizar:
Pancreatite aguda com necrose infectada → Carbapenêmicos (Imipenem/Meropenem) devido à excelente penetração no tecido pancreático necrótico e amplo espectro.
Em casos de pancreatite aguda com necrose pancreática infectada, os carbapenêmicos são a escolha preferencial de antibioticoterapia. Eles possuem excelente penetração no tecido pancreático necrótico e um amplo espectro de ação contra bactérias gram-positivas, gram-negativas e anaeróbios, que são os principais patógenos envolvidos.
A pancreatite aguda é uma inflamação do pâncreas que pode variar de leve a grave. Uma das complicações mais sérias é o desenvolvimento de necrose pancreática, que pode ser estéril ou infectada. A necrose infectada é uma condição com alta morbimortalidade, exigindo manejo agressivo, incluindo antibioticoterapia adequada e, por vezes, intervenção cirúrgica ou radiológica. A indicação de antibioticoterapia na pancreatite aguda é restrita aos casos de necrose pancreática comprovadamente infectada ou em pacientes com necrose extensa e deterioração clínica progressiva, sugerindo infecção. Não há benefício em usar antibióticos profilaticamente na necrose estéril. A escolha do antibiótico é crucial devido à necessidade de boa penetração no tecido pancreático necrótico e cobertura contra os patógenos mais comuns. Os carbapenêmicos (como imipenem/cilastatina e meropenem) são a classe de antibióticos de escolha para a necrose pancreática infectada. Eles possuem um espectro de ação amplo, cobrindo bactérias gram-negativas (incluindo Pseudomonas), gram-positivas e anaeróbios, e, mais importante, demonstram excelente penetração no tecido pancreático necrótico. Outras opções, como cefalosporinas de terceira geração, metronidazol isolado ou aminoglicosídeos, têm limitações de espectro ou penetração, tornando-os menos ideais como monoterapia inicial.
A antibioticoterapia é indicada principalmente na pancreatite aguda com necrose pancreática infectada, confirmada por cultura de material obtido por punção ou por sinais clínicos de sepse. Não é recomendada na necrose estéril ou pancreatite leve.
Os carbapenêmicos (como imipenem e meropenem) são preferidos devido à sua excelente penetração no tecido pancreático necrótico e ao seu amplo espectro de ação contra a maioria dos patógenos gram-negativos, gram-positivos e anaeróbios que causam essas infecções.
Os principais patógenos são bactérias entéricas gram-negativas (como E. coli, Klebsiella spp., Pseudomonas spp.), seguidas por cocos gram-positivos (como Enterococcus spp.) e anaeróbios.
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