SMS São José do Rio Preto - Secretaria Municipal de Saúde (SP) — Prova 2024
B.O, 40 anos, masculino, pardo, pedreiro, procurou atendimento no serviço de emergência com queixa de uma dor abdominal que começou depois de retornar para casa de uma festa em que consumiu feijoada. A dor é constante, localizada na parte superior do abdome e irradia-se para as costas. Cerca de 4 horas após o início da dor, o paciente vomitou uma grande quantidade de alimento não digerido, no entanto, a êmese não aliviou a dor. Não possui antecedentes clínicos notáveis; ele consome bebida alcoólica apenas nos finais de semana em quantidade moderada e tem histórico de colelitíase em ultrassom prévio. Para o diagnóstico da pancreatite assinale a alternativa correta:
Amilase/lipase ↑ >3x LSN confirma pancreatite, mas níveis não correlacionam com gravidade ou resolução.
O diagnóstico de pancreatite aguda requer dois de três critérios: dor abdominal característica, amilase ou lipase sérica >3x o limite superior do normal, e achados de imagem compatíveis. Embora a amilase seja um marcador útil, seus níveis não refletem a gravidade da doença nem sua normalização indica necessariamente a resolução do quadro, sendo a lipase mais específica e com maior janela diagnóstica.
A pancreatite aguda é uma inflamação aguda do pâncreas, que pode variar de uma doença leve e autolimitada a uma condição grave com falência de múltiplos órgãos e alta mortalidade. As principais etiologias são a colelitíase (cálculos biliares) e o consumo excessivo de álcool, como sugerido no caso clínico. O diagnóstico precoce e a estratificação de risco são cruciais para o manejo adequado. O diagnóstico de pancreatite aguda é estabelecido pela presença de pelo menos dois dos três critérios: 1) dor abdominal característica (epigástrica, súbita, intensa, irradiando para o dorso, não aliviada por vômitos); 2) elevação da amilase ou lipase sérica em pelo menos três vezes o limite superior do normal; e 3) achados característicos em exames de imagem (tomografia computadorizada ou ressonância magnética). A lipase é preferível à amilase por sua maior especificidade e por permanecer elevada por mais tempo. É fundamental compreender que os níveis de amilase ou lipase não se correlacionam com a gravidade da pancreatite aguda. Pacientes com níveis muito elevados podem ter doença leve, enquanto pacientes com elevações modestas podem desenvolver pancreatite grave. Além disso, a normalização desses enzimas não indica necessariamente a resolução completa do quadro clínico. A avaliação da gravidade é feita por escores clínicos (APACHE II, Ranson, BISAP) e achados de imagem (escore de Balthazar), que guiam a conduta e o prognóstico. O tratamento inicial é de suporte, com hidratação venosa agressiva, analgesia e controle de náuseas e vômitos.
Os três critérios diagnósticos para pancreatite aguda são: dor abdominal característica (epigástrica, irradiando para o dorso), elevação da amilase ou lipase sérica em pelo menos três vezes o limite superior do normal, e achados característicos em exames de imagem (TC ou RM).
A lipase é considerada mais específica e sensível que a amilase para o diagnóstico de pancreatite aguda. Além disso, a lipase permanece elevada por mais tempo (até 14 dias), enquanto a amilase tende a normalizar mais rapidamente (3-5 dias).
Não, a tomografia computadorizada não é essencial para o diagnóstico inicial da pancreatite aguda se os critérios clínicos e laboratoriais forem preenchidos. Ela é mais útil para avaliar a gravidade, identificar complicações (necrose, pseudocistos) ou em casos de dúvida diagnóstica.
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