UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2015
Além do álcool, o fator que está mais frequentemente associado à etiologia da pancreatite aguda é:
Pancreatite aguda: após álcool, microlitíase é a causa mais comum.
A microlitíase, ou cálculos biliares muito pequenos que migram para o ducto biliar comum e obstruem a ampola de Vater, é a segunda causa mais frequente de pancreatite aguda, superada apenas pelo consumo de álcool. É crucial investigar essa etiologia em pacientes sem histórico de etilismo.
A pancreatite aguda é uma inflamação do pâncreas que pode variar de leve a grave, com potencial de morbimortalidade significativa. Sua etiologia é multifatorial, sendo o álcool e a doença biliar (colelitíase/microlitíase) responsáveis por cerca de 80% dos casos. É fundamental para o residente reconhecer esses fatores para uma abordagem diagnóstica e terapêutica adequada. A fisiopatologia da pancreatite biliar envolve a obstrução do ducto pancreático por cálculos biliares, levando à ativação prematura das enzimas pancreáticas dentro do próprio órgão. O diagnóstico baseia-se na apresentação clínica (dor abdominal, náuseas, vômitos), elevação de amilase e lipase séricas e achados de imagem. A suspeita de etiologia biliar deve ser alta em pacientes sem histórico de etilismo. O tratamento inicial é de suporte, com hidratação venosa agressiva e analgesia. Em casos de pancreatite biliar, a colangiopancreatografia endoscópica retrógrada (CPER) pode ser indicada para remoção de cálculos impactados, especialmente se houver colangite associada. A colecistectomia é recomendada após a recuperação do episódio agudo para prevenir recorrências.
As duas principais causas de pancreatite aguda são o consumo excessivo de álcool e a colelitíase (cálculos biliares), incluindo a microlitíase.
A microlitíase causa pancreatite aguda pela migração de pequenos cálculos biliares para o ducto biliar comum, obstruindo a ampola de Vater e impedindo o fluxo de suco pancreático, levando à autodigestão do pâncreas.
Exames como ultrassonografia abdominal, tomografia computadorizada e, em alguns casos, colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) ou colangiopancreatografia endoscópica retrógrada (CPER) podem auxiliar no diagnóstico da pancreatite biliar.
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