HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2023
São causas de pancreatite aguda, exceto:
Hiperamilasemia é CONSEQUÊNCIA, não causa, de pancreatite aguda.
A hiperamilasemia é um achado laboratorial comum na pancreatite aguda, refletindo a lesão pancreática, mas não é uma causa subjacente da doença. As principais causas incluem litíase biliar e alcoolismo.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória grave do pâncreas, caracterizada por dor abdominal intensa e elevação das enzimas pancreáticas. As causas mais frequentes são a litíase biliar, responsável por cerca de 40-70% dos casos, e o alcoolismo, que responde por 25-35%. Outras etiologias importantes incluem a hipertrigliceridemia grave, medicamentos (como diuréticos tiazídicos e azatioprina), hipercalcemia, trauma abdominal, infecções virais (ex: caxumba) e causas autoimunes. A fisiopatologia envolve a ativação prematura de enzimas digestivas dentro do pâncreas, levando à autodigestão do órgão. O diagnóstico é baseado na presença de dois dos três critérios: dor abdominal característica, elevação da amilase e/ou lipase séricas em pelo menos três vezes o limite superior da normalidade, e achados de imagem compatíveis (TC ou RNM). A hiperamilasemia e a hiperlipasemia são marcadores diagnósticos, não causas da doença. O tratamento da pancreatite aguda é principalmente de suporte, com hidratação venosa agressiva, analgesia e jejum oral. A identificação e manejo da causa subjacente são cruciais para prevenir recorrências e complicações. A compreensão das diversas etiologias é fundamental para o residente, permitindo uma investigação diagnóstica completa e um plano terapêutico adequado.
As duas causas mais comuns são a litíase biliar, onde cálculos na vesícula biliar podem obstruir o ducto pancreático, e o alcoolismo, devido aos efeitos tóxicos do álcool no pâncreas.
Diversos medicamentos podem induzir pancreatite, incluindo tiazídicos, azatioprina, 6-mercaptopurina, sulfonamidas, alguns antivirais e estrogênios, embora seja uma causa menos frequente e geralmente dose-dependente.
Níveis muito elevados de triglicerídeos (geralmente >1000 mg/dL) podem levar à formação de ácidos graxos livres tóxicos no pâncreas, causando inflamação e necrose das células acinares, desencadeando a pancreatite.
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