AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2023
Paciente de 34 anos, IMC 32, refere ter retornado de uma viagem com amigos, em que ingeriu bastante bebida alcóolica durante esses dias e, desde que retornou, vem apresentando dor abdominal. Hoje, procura PS com queixa de piora importante da dor abdominal, sendo ela em faixa em andar superior do abdome, irradiada para dorso. Refere, ainda, início de náuseas e vômitos associados. De acordo com o diagnóstico presumido, considerando o quadro clínico da paciente, é INCORRETO afirmar:
Pancreatite aguda: Diagnóstico clínico + lipase/amilase > 3x LSN; TC com contraste para complicações, não diagnóstico inicial.
O diagnóstico de pancreatite aguda é primariamente clínico e laboratorial (dor abdominal típica + elevação de enzimas pancreáticas). Exames de imagem como a TC são cruciais para avaliar complicações, mas não são mandatórios para o diagnóstico inicial na maioria dos casos.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas que pode variar de leve e autolimitada a grave e potencialmente fatal. Caracteriza-se por dor abdominal intensa, geralmente epigástrica e em faixa, irradiando para o dorso, acompanhada de náuseas e vômitos. As principais causas são litíase biliar e consumo de álcool, sendo a primeira a mais comum globalmente. A fisiopatologia envolve a ativação prematura de enzimas digestivas dentro do pâncreas, levando à autodigestão do órgão. O diagnóstico é estabelecido pela presença de dois dos três critérios: dor abdominal característica, elevação de lipase ou amilase sérica (pelo menos 3 vezes o limite superior da normalidade) e achados de imagem compatíveis. A lipase é mais específica e sensível que a amilase. O tratamento é primariamente de suporte, incluindo hidratação venosa agressiva, analgesia e controle de náuseas. A tomografia computadorizada de abdome com contraste é o exame de imagem de escolha para avaliar a extensão da necrose pancreática e outras complicações locais, mas não é necessária para o diagnóstico inicial em casos típicos. A identificação e manejo da etiologia subjacente são cruciais para prevenir recorrências.
O diagnóstico de pancreatite aguda requer a presença de dois dos três critérios: dor abdominal característica (epigástrica, em faixa, irradiando para o dorso), lipase ou amilase sérica elevada em pelo menos três vezes o limite superior da normalidade, e achados característicos em exames de imagem (TC, RM ou ultrassom).
As duas principais etiologias da pancreatite aguda são a litíase biliar (cálculos biliares) e o consumo excessivo de álcool, respondendo por cerca de 80% dos casos.
A TC de abdome com contraste não é necessária para o diagnóstico inicial de pancreatite aguda não complicada. É indicada para avaliar a gravidade, identificar complicações locais (necrose, pseudocisto, abscesso) ou quando o diagnóstico é incerto.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo