Pancreatite Aguda: Diagnóstico, Prognóstico e Manejo
UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2020
Enunciado
Paciente do sexo feminino, 35 anos de idade, deu entrada no setor de emergência com história de dor abdominal em andar superior do abdome com irradiação em barra para o dorso, associada a vários episódios de náuseas e vômitos há 24 horas. Ao exame físico, apresentava-se levemente desidratada, corada, ictérica, afebril, com leve taquicardia. Abdome distendido e doloroso à palpação. Os exames laboratoriais evidenciaram níveis de amilasemia e lipasemia cerca de dez vezes (10x) o valor de referência. Com o diagnóstico de pancreatite aguda, a paciente foi encaminhada à unidade de tratamento intensivo. Em relação ao diagnóstico, prognóstico e manejo, assinale a assertiva CORRETA:
Alternativas
A) A tomografia computadorizada do abdome tem maior acurácia para diagnosticar e prognosticar a gravidade do episódio de pancreatite aguda após as 72 horas admissionais que nas 12 horas iniciais segundo o Índice de Severidade Tomográfica de Balthazar.
B) As complicações infecciosas da necrose pancreática respondem pela sepse e mortalidade tardia nos casos de pancreatite aguda necrosante, portanto, justifica-se o emprego pré-emptivo de antibióticos de amplo espectro (ex. meropem em todos os casos de pancreatite aguda).
C) A remoção precoce da necrose pancreática estéril por via endoscópica transgástrica está recomendada nos pacientes com pancreatite aguda necrosante para minimizar o risco de infecção, a sepse tardia e a morbiletalidade associadas.
D) Como a maioria dos casos de pancreatite aguda é acompanhada de falência orgânica persistente e/ou necrose peripancreática, justifica-se a passagem sistemática de sonda de nutrição enteral e suporte nutricional precoce.
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