UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2022
Mulher, 43a, procura o Pronto Socorro com queixa de dor epigástrica de forte intensidade, irradiada para o dorso, acompanhada de náusea, vômitos e perda de apetite há dois dias. Realizada hidratação e medicamentos sintomáticos endovenosos, com melhora dos sintomas. Exame físico: FC= 96 bpm, FR= 16 irpm, PA= 125x72 mmHg, T= 36,5°C; Abdome: plano, normotenso, doloroso à palpação profunda em epigástrio e descompressão brusca dolorosa ausente. Amilase= 1.123 U/L, Lipase= 867 U/L e leucometria= 16.400/mm³. O EXAME PARA CONFIRMAÇÃO DA HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É:
Pancreatite aguda (dor epigástrica + ↑ amilase/lipase) → USG abdome superior para investigar colelitíase como causa.
Em um quadro de pancreatite aguda, confirmado por clínica e enzimas pancreáticas elevadas, a ultrassonografia de abdome superior é o exame de imagem inicial de escolha para investigar a etiologia mais comum, a colelitíase, que é crucial para o planejamento terapêutico.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas que se manifesta com dor abdominal intensa, geralmente epigástrica com irradiação para o dorso, acompanhada de náuseas e vômitos. É uma causa comum de internação hospitalar e pode variar de uma doença leve e autolimitada a uma condição grave com complicações sistêmicas e alta mortalidade. O diagnóstico da pancreatite aguda é estabelecido pela presença de pelo menos dois dos três critérios: dor abdominal característica, elevação das enzimas pancreáticas (amilase e/ou lipase) em pelo menos três vezes o limite superior do normal, e achados típicos em exames de imagem. A lipase é geralmente considerada mais específica e sensível que a amilase. Uma vez confirmado o diagnóstico bioquímico, a investigação da etiologia é fundamental. A causa mais comum de pancreatite aguda é a colelitíase (cálculos biliares), seguida pelo consumo de álcool. A ultrassonografia de abdome superior é o exame de imagem inicial de escolha para identificar a presença de cálculos na vesícula biliar ou dilatação das vias biliares, auxiliando na determinação da causa e no planejamento do tratamento. A tomografia computadorizada é geralmente reservada para avaliar a gravidade e as complicações da pancreatite, e não para o diagnóstico inicial da condição em si.
O diagnóstico de pancreatite aguda requer a presença de pelo menos dois dos três critérios: dor abdominal característica (epigástrica, irradiando para o dorso), elevação da amilase e/ou lipase séricas em pelo menos três vezes o limite superior do normal, e achados característicos em exames de imagem.
A ultrassonografia de abdome superior é o exame inicial de escolha porque é não invasiva, amplamente disponível e eficaz para identificar a causa biliar da pancreatite (colelitíase ou coledocolitíase), que é a etiologia mais comum.
A tomografia computadorizada com contraste é geralmente reservada para casos de pancreatite aguda grave, quando há dúvida diagnóstica, ou para avaliar complicações como necrose, pseudocistos, coleções fluidas ou infecção, geralmente após 72 horas do início dos sintomas.
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