Pancreatite Aguda: Sinais Chave e Diagnóstico Rápido

UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2021

Enunciado

Paciente de 40 anos, etilista crônico, apresentou dor epigástrica intensa, com irradiação para dorso, associada a vômitos incoercíveis e equimose em flanco esquerdo. O diagnóstico provável é de:

Alternativas

  1. A) Apendicite aguda.
  2. B) Colecistite.
  3. C) Pancreatite aguda.
  4. D) Isquemia mesentérica.

Pérola Clínica

Etilista + dor epigástrica irradiando para dorso + vômitos + equimose em flanco → Pancreatite Aguda (Sinal de Grey Turner).

Resumo-Chave

A pancreatite aguda é uma inflamação grave do pâncreas, frequentemente associada a etilismo ou litíase biliar. A dor característica é epigástrica com irradiação para o dorso, e sinais como Grey Turner (equimose em flancos) ou Cullen (equimose periumbilical) indicam gravidade e extravasamento hemorrágico.

Contexto Educacional

A pancreatite aguda é uma condição inflamatória grave do pâncreas, com incidência crescente e alta morbimortalidade. É crucial para o residente reconhecer seus sinais e sintomas precocemente, pois o atraso no diagnóstico e tratamento pode levar a complicações sérias como necrose pancreática, falência de múltiplos órgãos e choque séptico. As principais etiologias são a litíase biliar e o etilismo, sendo importante investigar esses fatores na anamnese. O diagnóstico da pancreatite aguda é baseado em dois dos três critérios: dor abdominal característica, elevação de amilase ou lipase sérica (pelo menos 3 vezes o limite superior da normalidade) e achados de imagem compatíveis (tomografia computadorizada). A dor é tipicamente epigástrica, intensa, em faixa, com irradiação para o dorso e pode ser acompanhada de náuseas e vômitos. Sinais como Grey Turner (equimose em flancos) e Cullen (equimose periumbilical) são indicativos de pancreatite necro-hemorrágica grave. O tratamento inicial é de suporte, com hidratação venosa agressiva, analgesia e controle de náuseas e vômitos. A avaliação da gravidade, utilizando escores como Ranson ou APACHE II, é fundamental para guiar a conduta e identificar pacientes de alto risco. A identificação e tratamento da causa subjacente, como a colecistectomia em casos de pancreatite biliar, são essenciais após a fase aguda. O prognóstico varia amplamente dependendo da gravidade e das complicações desenvolvidas.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da pancreatite aguda?

Os sintomas clássicos incluem dor epigástrica intensa, que frequentemente irradia para o dorso, náuseas e vômitos incoercíveis. Sinais como Grey Turner (equimose em flancos) e Cullen (equimose periumbilical) indicam necrose hemorrágica e gravidade.

Qual a relação do etilismo com a pancreatite aguda?

O etilismo crônico é uma das principais causas de pancreatite aguda, sendo responsável por cerca de 30-40% dos casos. O álcool pode levar à ativação prematura das enzimas pancreáticas e à obstrução dos ductos, causando autodigestão do pâncreas.

Como diferenciar a dor da pancreatite de outras causas de dor abdominal?

A dor da pancreatite é tipicamente epigástrica, em faixa, com irradiação para o dorso e alívio parcial com a inclinação do tronco para frente. A associação com vômitos intensos e a presença de fatores de risco como etilismo ou litíase biliar ajudam na diferenciação.

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