FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2024
Sobre o diagnóstico de pancreatite, um exame em particular é considerado o padrão-ouro. Acerca deste exame, é CORRETO afirmar:
TC com contraste = padrão-ouro para avaliar extensão da necrose e complicações na pancreatite, especialmente após 48-72h.
Embora o diagnóstico de pancreatite aguda seja primariamente clínico e laboratorial (dor abdominal + elevação de amilase/lipase), a tomografia computadorizada (TC) com contraste é o exame de imagem padrão-ouro para avaliar a extensão da necrose pancreática e identificar complicações locais, como coleções líquidas e abscessos, sendo mais útil após as primeiras 48-72 horas do início dos sintomas.
A pancreatite é uma condição inflamatória do pâncreas que pode variar de leve a grave, com potencial para complicações sérias e alta mortalidade. O diagnóstico precoce e a avaliação da gravidade são cruciais para o manejo adequado e para melhorar o prognóstico dos pacientes. A etiologia mais comum da pancreatite aguda é a litíase biliar e o consumo excessivo de álcool, mas outras causas devem ser investigadas. O diagnóstico de pancreatite aguda é estabelecido com base em critérios clínicos e laboratoriais, principalmente a presença de dor abdominal característica e a elevação significativa das enzimas pancreáticas (amilase e lipase). No entanto, para a avaliação da extensão da doença, da presença de necrose e de complicações locais, os exames de imagem desempenham um papel fundamental. Dentre eles, a tomografia computadorizada (TC) com contraste é amplamente considerada o padrão-ouro. A TC oferece uma visualização detalhada do pâncreas e das estruturas peripancreáticas, permitindo identificar áreas de necrose (que aparecem como regiões não realçadas após a administração do contraste), coleções líquidas, pseudocistos, abscessos e outras complicações. É importante ressaltar que a TC com contraste é mais informativa quando realizada após as primeiras 48-72 horas do início dos sintomas, pois antes desse período a necrose pode não ser totalmente desenvolvida ou visível. A ultrassonografia, embora útil como exame inicial para rastrear cálculos biliares, tem limitações na avaliação do pâncreas. A ressonância magnética (RM) e a colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) são alternativas valiosas, especialmente para avaliar o sistema biliar ou em pacientes com contraindicações ao contraste iodado, mas a TC permanece como a ferramenta de escolha para a avaliação inicial da necrose e complicações. Para residentes, é essencial saber quando e qual exame de imagem solicitar para otimizar o diagnóstico e o manejo da pancreatite.
A ultrassonografia é frequentemente o exame inicial na suspeita de pancreatite, principalmente para identificar cálculos biliares como causa da pancreatite. No entanto, sua capacidade de visualizar o pâncreas é limitada pela presença de gases intestinais, e ela não é eficaz para avaliar a extensão da necrose ou coleções peripancreáticas.
A TC com contraste é mais útil quando realizada após 48-72 horas do início dos sintomas, pois antes desse período a necrose pode não ser evidente. Ela é indicada para confirmar o diagnóstico em casos atípicos, avaliar a gravidade, identificar necrose pancreática e detectar complicações locais como coleções líquidas, pseudocistos ou abscessos.
O diagnóstico de pancreatite aguda requer a presença de pelo menos dois dos três critérios: dor abdominal característica (epigástrica, irradiando para o dorso), elevação da amilase e/ou lipase séricas em pelo menos três vezes o limite superior da normalidade, e achados característicos em exames de imagem (TC, RM ou USG).
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